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Vômito


  Patologias

Basicamente uma função destinada a expelir substâncias nocivas ao organismo, o vômito pode ser um sintoma de distúrbios orgânicos ou psicológicos.
Vômito é a expulsão violenta do conteúdo gástrico pela boca, acompanhada em geral de contração violenta na musculatura abdominal. Há, porém, diferentes modalidades de vômito. Nas crianças e menos freqüentemente em adultos, existe um tipo de vômito, a regurgitação, que se caracteriza pela eliminação, sem esforço, do conteúdo gástrico e esofágico. Comumente, o vômito é precedido de uma sensação subjetiva de desconforto na região epigástrica, acompanhada de sudorese (suor frio) e de salivação, e que recebe a denominação de náusea ou enjôo.

Fisiologia do vômito. Em geral o vômito é precedido pela acumulação de quantidade considerável de saliva misturada com ar, na porção inferior do esôfago, o que causa certa distensão. O ato do vômito propriamente dito caracteriza-se por inspiração forçada, seguida de um fechamento da glote e aspiração de ar para o esôfago. Esse volume de ar colabora para a distensão do esôfago, iniciada previamente pela saliva acumulada acima da cárdia (abertura superior do estômago).
Em seguida, a respiração sofre uma parada e o diafragma é deprimido, com conseqüente estiramento do esôfago. Ao mesmo tempo, há uma contração da musculatura abdominal, que comprime as vísceras e, em particular, o estômago contra o diafragma, e ocorre um relaxamento da cárdia. A cabeça se lança para a frente e o conteúdo gástrico é ejetado para o exterior. É a contração da musculatura abdominal que fornece energia para a eliminação do conteúdo do estômago. Muitas vezes, após o esvaziamento do estômago, o esfíncter pilórico (que regula a passagem gastroduodenal) se relaxa e permite que o conteúdo do duodeno também possa ser vomitado.
O processo do vômito é controlado por um centro nervoso localizado na medula. As fibras aferentes para esse centro podem provir de diferentes pontos do organismo. O contingente mais importante dessas fibras provém das terminações nervosas da faringe e fauces, o que explica a possibilidade de se provocar vômito pela estimulação mecânica da superfície mucosa dessas regiões. Outro importante contingente de fibras aferentes provém do estômago e duodeno. Algumas substâncias, ditas eméticas (que induzem o vômito), estimulam essas fibras. Uma estimulação rítmica do labirinto, como a causada por movimentos de veículos (doença do movimento), pode causar vômito, e certas regiões do cerebelo, entre as quais o nódulo e a úvula, estão implicadas no processo.
Mecanismos de natureza psíquica podem também ser  causa de náuseas e vômitos. Assim, em certas neuroses e psicoses, pode ocorrer vômito, sem nenhuma causa orgânica que o explique. Doenças febris agudas podem ser acompanhadas de náuseas e vômito, principalmente nas crianças de pouca idade. Tais reações parecem provir da liberação de substâncias tóxicas que agem sobre o sistema nervoso, provocando também mal-estar geral, fraqueza e cefaléia.
Inúmeras doenças infecciosas crônicas e doenças sistêmicas gerais podem ser acompanhadas de vômito. Toxinas liberadas causam vômito na uremia e nas doenças hepáticas graves. Na uremia e na acidose metabólica do diabetes, o vômito parece estar associado com a acidose. A náusea e o vômito acompanham também, em alguns casos, o início da gravidez até a 15ª semana aproximadamente.


Tratamento do vômito. Como são inúmeros os fatores capazes de estimular o centro do vômito, o tratamento visa à identificação e ao combate da causa determinante. O tratamento é importante não só pelo desconforto gerado pelo vômito, como pela impossibilidade de se alimentar o paciente por via oral. Além disso, o vômito prolongado pode levar o paciente a alterações do equilíbrio hidrossalino. Em crianças de tenra idade, o vômito pode facilmente provocar desidratação.
Uma das principais medidas a serem tomadas é a suspensão de toda alimentação por via oral, seguida, após melhora do quadro, de uma alimentação leve, não irritante, de baixo teor de gordura e resíduos. Nos casos de vômito por mecanismos alérgicos, é indicada a eliminação da substância de dessensibilização.
Para prevenir o vômito, usam-se drogas antieméticas, eficazes no combate tanto à doença do movimento quanto à náusea e o vômito resultantes de outros fatores. No caso da doença do movimento, os médicos administram, em geral, anticolinérgicos, como a escopolamina, e anti-histaminas, entre as quais uma das mais eficazes é a prometazina.


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