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Vittorio De Sica


  Biografias
"O sentido real de meus filmes está na procura da solidariedade humana, na luta contra o egoísmo e a indiferença." A declaração de De Sica define bem o caráter humanista e singelo de seu cinema.
Vittorio De Sica nasceu em Sora, na região italiana do Lácio, em 7 de julho de 1901. Aos vinte anos, em Roma, após fazer um curso comercial e sentar praça num regimento de granadeiros, entrou para a companhia teatral da bailarina Tatiana Pavlova. Estreou como ator de cinema no filme de Mario Camerini Gli uomini, che mascalzoni! (1932; Os homens, que sem-vergonhas!). Triunfou como galã, ganhou popularidade ao lançar a canção Lodovico numa revista teatral, e interpretou noventa filmes, entre 1926 e 1973. Em 1940 iniciou a carreira de diretor, que se prolongou por mais de trinta anos e 22 filmes.
No início foi visível a influência de René Clair e dos cinco filmes que dirigiu entre 1940 e 1942 os mais expressivos são Maddalena zero in condotta (1940; Madalena, zero em comportamento) e Un garibaldino al convento (1941; Recordações de um amor). No pós-guerra, a explosão neo-realista e a associação de De Sica com o roteirista Cesare Zavattini levaram-no a criar obras-primas que mostravam os problemas sociais italianos: Sciuscià (1946; Vítimas da tormenta), Ladri di biciclette (1948; Ladrões de bicicleta), Miracolo a Milano (1950; Milagre em Milão), Umberto D (1951), talvez a culminância de sua arte.
A fase seguinte é repleta de vacilações, ainda que continuasse a colecionar prêmios; Il tetto (1956; O teto) salvou-se entre 11 obras consideradas muito fracas pela crítica, entre 1953 e 1969. Mas com Il giardino dei Finzi-Contini (1971; O jardim dos Finzi-Contini), que contava o drama de uma família judia durante o fascismo, conseguiu aplausos mundiais. Vittorio De Sica morreu em 13 de novembro de 1974 em Paris, na véspera da estréia do último filme, Il viaggio (A viagem proibida).

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