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Vítor Lima Barreto


  Biografias

O filme O cangaceiro, escrito e dirigido por VÝtor Lima Barreto, foi o primeiro longa-metragem brasileiro a ganhar um prÛmio no festival de cinema de Cannes, em 1953. As canþ§es do filme, entre elas Sodade, meu bem, sodade e sobretudo MuiÚ rendeira, foram cantadas por muito tempo em todo o paÝs.
VÝtor Lima Barreto nasceu em SÒo Paulo SP em 1905. Andarilho, percorreu o interior do estado, escreveu contos, novelas e romances, que deixou inÚditos. Em 1940, trabalhou como redator na Rßdio Tupi. Estreou em cinema com o documentßrio Como se faz um jornal. Realizou cem filmes comerciais e trinta documentßrios, entre os quais Fazenda velha (1944), O cofre (1946) e Caþador de bromÚlias (1946). Painel (1950) e Santußrio (1952) foram premiados. O prÛmio a Painel foi concedido pela transfiguraþÒo que o curta-metragem oferece do mural de Portinari sobre a InconfidÛncia Mineira. Santußrio, premiado no festival de Veneza, exalta a obra de Aleijadinho em Congonhas MG. Ainda na dÚcada de 1950 realizou SÒo Paulo em festa (1954), sobre os festejos do quarto centenßrio da capital paulista.
O primeiro longa-metragem de Lima Barreto, O cangaceiro (1953), explora o drama do bandoleiro do Nordeste e ganhou o prÛmio de melhor filme de aventura no festival de cinema de Cannes, alÚm de outros prÛmios no exterior. Em 1961 dirigiu seu segundo e ·ltimo filme longo, A primeira missa. Roteirizou os filmes QuelÚ do Paje· (1970), dirigido por Anselmo Duarte, e InocÛncia (1993), de Walter Lima Jr. Sua ·ltima realizaþÒo foi o documentßrio em curta-metragem Arte cabocla. Lima Barreto foi professor de cinema em Campinas SP, cidade onde morreu em 24 de novembro de 1982.