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Valência [QUÍMICA]


  Bioquímica

Depois de formulada a teoria eletrônica da tabela periódica dos elementos, o conceito de valência foi revisto, de acordo com as estruturas eletrônicas e as forças interatômicas conhecidas, e a palavra foi substituída por expressões que indicam mais precisamente o tipo de ligação que se estabelece entre os átomos.
Valência, segundo o conceito clássico, é a capacidade de combinação do átomo de um elemento químico, determinada pelo número de elétrons de sua camada mais externa que podem estabelecer ligação com outros átomos. A teoria da valência foi formulada no final do século XIX, baseada em regras empíricas. A valência era tradicionalmente medida com relação ao número de átomos de hidrogênio ou de cloro com os quais o elemento se combina ou que substitui num composto. Contemporaneamente, o conceito de valência foi substituído pelos de valência iônica, covalência e número de oxidação, relativos aos diferentes modos de interação entre os átomos. A palavra "valência" passou a ser usada apenas como adjetivo, em locuções como "elétron de valência", que é o elétron da camada mais externa do átomo, fracamente ligado a ele e capaz de participar de ligações químicas.
Os elétrons de valência são em geral responsáveis pela formação da ligação (iônica, covalente ou metálica) com outros átomos. Numa ligação iônica, um ou mais elétrons da camada de valência são transferidos para a camada de outro átomo. Numa ligação covalente, por sua vez, há um compartilhamento de elétrons entre os átomos ligados. Assim, um elemento é dito monovalente quando emparelha um elétron; divalente, quando emparelha dois; e assim sucessivamente. Em ligações covalentes, as valências do oxigênio, nitrogênio e carbono são, respectivamente, 2, 3 e 4, porque os átomos desses elementos emparelham dois, três e quatro elétrons quando se combinam com o hidrogênio.
Pode-se explicar as valências dos elementos nos compostos iônicos, como no NaCl, CaBr2 e AlF3, do seguinte modo: cloro (Cl), bromo (Br) e flúor (F) são monovalentes porque, quando se combinam, ganham um elétron; o sódio (Na) é monovalente, o cálcio (Ca) é divalente e o alumínio (Al) é trivalente porque, quando se combinam, ganham um, dois e três elétrons, respectivamente. Logo, a valência corresponde ao número de elétrons que um átomo perde, ganha ou emparelha quando se combina.

 

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