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Urucu


  Botânica

Assim como o jenipapo, que fornece tinta preta, o urucu, nativo do Brasil, dá as tonalidades vermelhas usadas pelos índios na decoração de objetos de cerâmica e na pintura ritual do próprio corpo. A pele pintada, à margem de seus sentidos cerimoniais e estéticos, foi sempre também nas matas uma proteção contra o ataque de insetos.
Urucu (Bixa orellana), também chamado urucum ou açafroa, é um arbusto da família das bixáceas que atinge cerca de cinco metros de altura. Muito comum na região amazônica, dispersou-se por quase todos os estados brasileiros, exceto os do extremo sul, cultivado com fins ornamentais. Quer pelas flores branco-rosadas, que se agrupam em cachos, quer pelos vistosos e abundantes frutos vermelhos, revestidos de espinhos moles, é de fato uma planta atraente, que se adapta aos solos e climas mais diversos.
As matérias corantes do urucu são extraídas do arilo (polpa rala) que envolve as sementes. Já muito usadas para tingir tecidos, tais matérias ainda são aproveitadas na indústria para dar cor a variados produtos, que vão de bronzeadores da pele a gêneros alimentícios. Por não terem gosto nem afetarem a saúde, os corantes de urucu substituem os corantes artificiais, com freqüência, na produção industrial de massas, carnes, bebidas e derivados do leite. O colorau, pó vermelho à base de urucu, é um condimento muito comum no interior do Brasil. O óleo extraído das sementes, por sua vez, tem emprego na fabricação de margarinas.
A frutificação da árvore, que se propaga por sementes, inicia-se pelo segundo ano e estabiliza-se entre o terceiro e o quinto. A produção comercial de um pé de urucu prolonga-se por até trinta anos.