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Tubarão


  Taxonomia

Carnívoras e muito velozes, algumas espécies de tubarões destacam-se também pela agressividade. No litoral do estado de Pernambuco, sucessivos ataques a surfistas ocorridos a partir de 1994 obrigaram mesmo à interdição de praias.


Tubarão é o nome comum de cerca de 250 espécies de peixes pertencentes a diversas famílias e ordens da subclasse dos elasmobrânquios, classe dos condrictes. Distingue-se pela forma afunilada do corpo, pelo focinho pontudo, pelo esqueleto cartilaginoso -- característica que compartilha com a arraia, sua parenta próxima -- e pela forma dos dentes, triangulares e cortantes, dispostos em fileiras sobre a mucosa que lhe reveste a boca. Uma protuberância característica, de forma triangular, ergue-se sobre o dorso do peixe e permanece visível se o animal se desloca perto da superfície. A cor mais comum em tubarões é o cinza com reflexos azulados. Os tamanhos variam segundo a espécie: o tubarão-baleia (Rhincodon typus) é um dos maiores vertebrados vivos, com até 15m de comprimento, mas há cações de pequeno porte, como o cação-bagre (Squalus cubensis), comum no litoral brasileiro, de apenas meio metro.


Surgido no período devoniano, há cerca de 320 milhões de anos, o tubarão pouco modificou sua morfologia, embora tenha desenvolvido de forma significativa os mecanismos de natação e alimentação. Os tubarões primitivos eram ovíparos, mas a maioria das espécies atuais é ovovivípara, ou seja, a fêmea retém os ovos no corpo até o completo desenvolvimento dos filhotes. As fêmeas em geral procriam em anos alternados.
Cardumes de peixes menores em geral servem de alimento para os tubarões, mas em situações de carência alimentar, a tensão pode intensificar a tendência ao canibalismo, fazendo com que um espécime ferido, mesmo de grande tamanho, seja devorado por outros. Os tubarões podem abster-se de comida por longos períodos e, quando em cativeiro, recusá-la.
O modo de ataque dos tubarões varia de acordo com a dentição e os hábitos alimentares. Algumas espécies tornam mais eficaz a destruição das presas com movimentos de rotação do corpo e rápida vibração da cabeça. O ataque acontece, na maioria das vezes, depois que nadam em círculos em torno da presa, que é atacada por baixo. Na localização da presa, o olfato parece ser o mais importante instrumento. A visão do tubarão pode ser adaptada para distâncias curtas ou longas e distingue mais os reflexos do que as cores. Pequenos órgãos distribuídos por toda a superfície da cabeça, denominados órgãos de Lorenzini, constituem um verdadeiro sistema de radar, com o qual o tubarão registra as ondas sonoras provocadas pelo movimento, mesmo a grande distância.


A maioria dos tubarões é marinha, embora haja espécies de água doce nos lagos Nicarágua e Izabal, este último na Guatemala. Os de menor tamanho, como alguns cações, vivem em áreas próximas ao litoral, enquanto os maiores preferem águas mais profundas. Alguns penetram em grandes rios, como o Ganges, Tigre, Eufrates e Zambeze, e em rios menores na América, Ásia e Austrália. Pouco se sabe sobre os hábitos geográficos dos tubarões, mas já foram registrados deslocamentos de até 1.600km em 129 dias. Os especialistas acreditam que esses movimentos estão relacionados com a alimentação, com a reprodução e com mudanças climáticas.
Algumas espécies comuns no litoral brasileiro são o cação-bicudo (Scoliodon terrae-novae), de cor cinza-clara e um metro de comprimento; o cação-jaguara (Galeocerdo cuvieri), encontrado no Nordeste, de dorso cinza e ventre esbranquiçado e dois a quatro metros de comprimento, muito feroz; o cação-raposa (Alopias vulpinus), de quatro a seis metros; e o cação-martelo (Sphyrna tiburo), de pouco mais de um metro.


Além do tubarão-branco (Carcharodon carcharias), espécie voraz e agressiva que chega a medir até 12m de comprimento, e do cação-jaguara, são em geral perigosos para o homem os tubarões das famílias dos isurídeos, carcharídeos e esfirnídeos. Os ataques costumam ocorrer a cerca de cem metros do litoral e em profundidades de até um metro. O perigo torna-se maior na presença de grande número de banhistas, pelo uso de objetos que refletem a luz, assim como pelos ruídos produzidos debaixo d\\\\\\\"água. A imprevisibilidade das respostas do tubarão quando em confronto com o homem dificulta a defesa contra eles.


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