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Tsunami


  Meio Ambiente

Tsunami significa \"onda gigante\", em japonês.

Os tsunamis são um tipo especial de onda oceânica, gerada por distúrbios sísmicos. São ondas gigantescas com alto poder destrutivo quando chegam na região costeira, causadas por terremoto, deslizamento de terras, vulcão submarino em atividade ou até mesmo pela explosão de uma bomba atômica na superfície do mar.

Normalmente possuem um comprimento de onda que varia de 130 a 160 quilômetros podendo atingir até 1.000 quilômetros, período de 15 minutos até 2 horas e se deslocam em velocidades maiores que 360 nós (650 km/h), alcançando até 480 nós (890 km/h). Em águas profundas, sua altura não atinge mais que 1 metro, não sendo portanto percebidas devido ao seu grande comprimento. Como qualquer onda, quando entram em águas rasas têm sua velocidade e comprimento reduzidos e altura aumentada, podendo alcançar dezenas de metros.

Aos tsunamis são atribuídos diversos marcos históricos como:

- As extinções do Quaternário, quando 70% das espécies de grandes mamíferos tornaram-se extintas: matutes, tigres de dente de sabre, ursos da caverna, preguiças gigantes etc. E o homem de cro-magnon e o homo erectus. Diversos estudiosos atribuem aos tsunamis, a extinção de Atlântida, o continente perdido. Diz a lenda, contada por Platão e outros, que os Atlantes eram um povo altamente desenvolvido, que dominavam diversas tecnologias. Atlântida foi engolida pelo mar ao jogarem uma Bomba de H dentro do vulcão Krakatoa, que explodiu com uma violência enorme, causando imenso tsunami que engatilhou o fim da Idade do Gelo.

Um estudo realizado por cientistas americanos e britânicos prevê que a onda gigante, ou tsunami, surgiria a partir de uma erupção vulcânica no arquipélago das Canárias. O fenômeno, segundo eles, ainda não tem uma data prevista para acontecer. Mas já foi considerado preocupante.

De acordo com os cientistas Steven Ward, da Universidade da Califórnia, e Simon Day, da Universidade de Londres, a intensa atividade do vulcão Cumbre Vieja, nas Canárias, provocaria o deslocamento de um pedaço da costa rochosa da ilha de La Palma. Ao mover-se, a gigantesca massa formaria a tsunami que, por sua vez, viajaria até cidades importantes às margens do Oceano Atlântico. Para os cientistas, a maior parte da energia da onda — equivalente a toda a energia elétrica gerada nos EUA num período de seis meses — deslocaria-se a uma velocidade de 800 quilômetros por hora rumo à costa dos EUA, passando antes pela Europa, África e América Latina. Depois da costa dos EUA e Caribe, a força da onda seria mais sentida no norte da Europa, principalmente no litoral inglês.

Os pesquisadores contaram com o auxílio de um computador para simular como a onda se formaria após a erupção vulcânica. No entanto, os cientistas salientaram que o Cumbre Vieja aparentemente não corre o risco de entrar em intensa atividade num futuro próximo. A última erupção do vulcão ocorreu em 1949. \"Estamos analisando um fenômeno que pode estar a décadas ou a um século de distância. O que esperamos é poder ter tempo para atuar nesses locais, evitando ao máximo as catástrofes\", explica o britânico Simon Day. O deslocamento da costa aconteceria porque a formação rochosa das Ilhas Canárias é historicamente instável. A pesquisa identificou ainda uma ligeira atividade no vulcão, que, segundo os estudiosos, pode entrar em erupção em intervalos inferiores a cem anos. A onda poderia atingir 900 metros de altura logo após sua formação e chegar ao litoral com 50 metros.

No Brasil, a região mais ameaçada seria o Norte, cujo litoral seria atingido por uma onda de mais de 40 metros de altura. A onda avançaria ainda até oito quilômetros terra adentro, destruindo tudo pela frente.

O modelo de computador previu que a região que mais sofrerá com a tsunami será a costa da Flórida, onde o maremoto poderá avançar quilômetros pelo continente. — O computador nos mostrou que o vulcão Cumbre Vieja precisa, portanto, ser constantemente monitorado — explicou Day.

Como a maioria das Ilhas Canárias, a origem de La Palma é vulcânica. A ilha tem o vulcão mais ativo do arquipélago, com erupções ocorridas nos últimos 500 anos. No século 20, houve duas erupções - em 1949 e 1971. Outras erupções aconteceram em 1470, 1585, 1646, 1677 e 1712.

Em maio de 2004, o Instituto Oceanográfico Woods Hole, nos EUA, detectou uma falha geológica no Atlântico não muito longe do continente que, em caso de terremoto, ocasionaria ondas enormes. As causas da falha são desconhecidas. No entanto, acredita-se que ela também poderia acelerar a formação de uma tsunami.

Um exemplo bem documentado de tsunami ocorreu em 1883, originado devido a grandes erupções vulcânicas na ilha de Krakatau (antes chamada de Krakatoa), entre Java e Sumatra nas Índias Orientais. Este tsunami destruiu a cidade de Merak, levando um navio de guerra 2,5 quilômetros terra adentro e deixando-o a 10 metros do nível do mar. Mais de 36 mil pessoas morreram. O período desse tsunami foi de 2 horas e suas ondas (cerca de uma dezena), viajaram em velocidade variando de 650 a 850 Km/h, tendo atingido 30 metros de altura na linha da costa.

 


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