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Traíra


  Taxonomia
Encontrada da América Central à Argentina, a traíra é um dos peixes mais conhecidos na América do Sul. Os dentes fortes, entre os quais sobressaem quatro incisivos agudos, indicam sua condição de espécie carnívora. Contudo, os exemplares mais jovens, com até 15cm, alimentam-se principalmente de insetos.
A traíra (Hoplias malabaricus), peixe de águas paradas, pertence à família dos eritrinídeos. Tem o corpo quase cilíndrico, desprovido de nadadeira adiposa e com a caudal arredondada. Na coloração, varia do pardo-escuro ao preto. O macho pode chegar a meio metro de comprimento e 2,2kg de peso; a fêmea, a sessenta centímetros e quatro quilos. Seu habitat são as proximidades das margens dos rios, os açudes e lagoas.
É peixe de desova parcial e que nidifica. Seus ovos, por serem adesivos, unem-se uns aos outros, formando uma espécie de bolo, que se adapta à escavação preparada previamente pelo casal, no terreno firme das margens, a uma profundidade média de quarenta centímetros. No Rio de Janeiro, a desova ocorre de julho a fevereiro; em São Paulo, de outubro a fevereiro. As larvas eclodem quatro dias após a fecundação. Os alevinos ingerem plâncton, depois insetos. Os adultos dão caça a peixes menores, como lambaris e piquiras.
À mesma família e gênero da traíra pertence o trairão (Hoplias lacerdae), espécie fluvial de dorso quase preto, flancos cinzentos e ventre esbranquiçado, que cresce até quase um metro. Sua carne é mais apreciada que a da traíra, pois esta contém muitas espinhas.

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