Tecido ósseo - Osteoporose - BioMania
O melhor portal biológico da internet!



Tecido ósseo - Osteoporose


  Histologia

O Tecido Ósseo, é originário de é um tecido embrionário chamado mesênquima que é caracterizado por possuir células com prolongamentos citoplasmáticos, mergulhadas em abundante substância intercelular amorfa e pouco viscosa. É tecido conjuntivo composto de células, derivadas do folheto embrionário médio ou mesoderma, e classicamente, está dividido em:

  1. Tecido Conjuntivo Propriamente Dito
  2. Tecido Conjuntivo de Propriedades Especiais:
    • Tecido Adiposo
    • Tecido Elástico
    • Tecido Hematopoético
    • Tecido Mucoso
  3. Tecido Cartilaginoso
  4. Tecido Ósseo

O tecido ósseo é um tecido conjuntivo dos mais resistentes e rígidos do nosso corpo. Constituinte principal do esqueleto, serve de suporte para partes moles, protege os órgãos vitais, aloja a medula óssea, além de proporcionar apoio aos músculos esqueléticos para a movimentação do organismo.

O osso é uma estrutura dinâmica, continuamente renovada e reconstruída, sendo também, sensível a influências metabólicas, nutricionais e endócrinas.

Duas formas do osso são distinguíveis a olho nu: O esponjoso e o compacto.
O primeiro é constituído por uma trama de espículas ósseas ramificadas (trabéculas), que delimitam um sistema intercomunicante ocupado pela medula óssea.

O osso compacto aparece como estrutura sólida e contínua. Na região de junção observa-se uma gradual substituição de uma forma por outra, sem existir uma delimitação nítida.

Nos organismos em crescimento, as extremidades dos ossos longos, são chamadas de epífises, sendo separadas do restante do osso denominado de diáfise (corpo ósseo), por um disco cartilaginoso disco epifisário.

A cartilagem epifisária e o osso esponjoso adjacente constituem a zona de crescimento e, é por aí, que ocorre todo o aumento no comprimento ósseo (aumento da estatura).

Os ossos são revestidos externamente pelo periósteo, uma membrana de tecido conjuntivo que possue duas camadas. A primeira, externa e densa, muito fibrosa e que confere uma certa resistência óssea aos impactos e, outra, mais interna e vascular.

O tecido ósseo é uma verdadeira grade de sustentação, onde fibras colágenas fazem uma armação sendo esta, uma das responsáveis pela resistência deste tecido.

Não há revestimento de periósteo nas extremidades dos ossos longos. São estas extremidades recobertas por cartilagem hialina, cuja finalidade é permitir a união por justaposição de osso a osso, diminuindo com isso, os atritos, quando da movimentação.

O tecido conjuntivo do periósteo é nutrido por vasos sanguíneos que se ramificam e penetram nos ossos através de canais encontrados na matriz óssea. São eles responsáveis pela nutrição das células ósseas.

O osso é um tecido vivo em constante metabolismo e, constituído por células (osteócitos, osteoblastos e osteoclastos), fibras colágenas e substância fundamental.

Do equilíbrio entre a atividade destas células é que resulta o processo de destruição e remodelação óssea.

OSTEOBLASTO - são os osteoblastos células típicas do tecido conjuntivo, oriundos de uma célula primitiva (célula mesenquimal indiferenciada). Sua função básica é a de síntese (formação) do tecido ósseo. Sintetizam elas o pró-colageno tipo I, as proteínas da matrix extracelular, a fosfatase alcalina e a osteocalcina, sendo que já foram identificados nestas células, receptores para estrógeno, progesterona, glicocorticóides, testosterona, estradiol e a Vitamina D3 explicando, com isso, as influências das concentrações destes elementos na formação óssea.

OSTEOCLASTO - são os Osteoclastos células originárias do tecido hematopoiético, sendo derivadas de colônias de células formadoras de macrófagos. Sua função básica é a de reabsorção óssea. É o Osteoclasto uma célula que apresenta uma borda irregular que aumenta a sua superfície de contato, aderindo-se assim à área em que será realizada a reabsorção óssea.

OSTEÓCITO - são os Osteócitos as células mais abundantes do tecido ósseo, sendo células quiescentes derivadas do osteoblasto que, uma vez terminado o seu trabalho de síntese, se recobrem de um conteúdo mineral e se situam em cavidades (lacunas). Possuem eles prolongamentos citoplasmáticos, fazendo uma verdadeira rede de comunicação com outros osteócitos através de canalículos, que se anastomosam com os canalículos das lacunas vizinhas. São estas células as responsáveis pela manutenção do tecido ósseo vivo, uma vez que detectam as alterações físicas químicas deste tecido recrutando, a seguir, osteoclastos e osteoblastos para as funções de síntese e reabsorção.

Para que haja a integridade do tecido ósseo é necessário que haja um equilíbrio entre a formação e a destruição existindo, desta forma um equilíbrio entre a atividade dinâmica osteoblasto/osteoclasto.

Dentro do processo de crescimento do esqueleto podemos considerar duas fases distintas. A primeira, denominada modelação óssea ou etapa de crescimento, onde a atividade osteoblastica é mais intensa; será a base do crescimento ósseo longitudinal e persistindo até a adolescência.

A segunda, denominada fase de remodelação, que permanecerá por toda a vida e que requer um equilíbrio entre a fase de formação e destruição dando, como resultado, uma renovação da micro arquitetura óssea. Qualquer desequilíbrio nesta fase será responsável pela alteração da resistência óssea, fato este que ocorre em diversas condições patológicas como a osteoporose pós menopausa, onde a atividade osteoclastica é mais intensa.

A osteoporose é uma doença que atinge os ossos. Caracteriza-se quando a quantidade de massa óssea diminui substancialmente e desenvolve ossos ocos, finos e de extrema sensibilidade, mais sujeitos a fraturas. Faz parte do processo normal de envelhecimento e é mais comum em mulheres que em homens. A doença progride lentamente e raramente apresenta sintomas antes que aconteça algo de maior gravidade, como uma fratura, que costuma ser espontânea, isto é, não relacionada a trauma. Se não forem feitos exames diagnósticos preventivos a osteoporose pode passar despercebida, até que tenha gravidade maior. A osteoporose pode ter sua evolução retardada por medidas preventiva

Regeneração Óssea (fraturas)

A regeneração do tecido ósseo depende das células osteocondrogênicas do pericôndrio.

Havendo adequada vascularização da área fraturada tais células originarão osteoblastos que formarão o calo ósseo.

Não havendo vascularização (por extrema mobilidade da fratura, por exemplo) formar-se-á um calor cartilaginoso, a ser destruído e substituído pelo calo ósseo, nos moldes do que ocorre na ossificação endocondral. Daí a importância da pronta imobilização das fraturas.

Nos indivíduos idosos, o balanço negativo do cálcio, por bloqueio osteoblástico retarda a consolidação

Matriz Óssea

É uma substância do tecido ósseo onde encontramos lacunas onde situam-se os osteócitos, ela é constituída por uma parte inorgânica e outra parte orgânica.

A parte inorgânica é principalmente constituída por íons de cálcio e fósfato, mas podemos também encontrar íons de potássio, magnésio, citrato, sódio e bicarbonato. O cálcio e o fósfato formam cristais que estudo de difracão de raios-x mostram ter uma estrutura de hidroxiapatita.

A parte orgânica da matriz e constituída por grande quantidade de fibras colagenas de tipo I (95%) e uma pequena quantidade de glicoproteínas e proteoglicanas. A dureza e a resistência do osso deve-se a associação das fibras colagenas de tipo I com hidroxiapátita.

Surperficie óssea

Periósteo

Camada mais superficial,contém principalmente fibras colágenas e fioblastos.as fibras de sharpey são feixes de fibras colágenas do periósteo que penetram no tecido ósseo e prende firmemente periósteo ao osso.

O endósteo

É geralmente constituido por uma camada de celulas osteogênicas achatadas revestindo as cavidade do osso esponjoso,o canal medular,os canais de havers e os de volkmann.

as principais funções do endósteo e do periosteo são a nutrição do tecido ósseo e o fornecimento de novos osteoblasto,para o crecimento e a recuperação do osso.

Tipo de tecido ósseo

Aspectos macroscópicos

Macroscopicamente, o tecido ósseo pode se apresentar como Compacto, na região mais periférica dos ossos, denominada cortical. Esponjoso ou trabecular, com rede de trabéculas contendo espaços intercomunicantes que abrigam a medula óssea. As superfícies ósseas internas e externas são revestidas respectivamente pelo endósteo e periósteo. O periósteo constitui membrana de grande importância para a integridade dos ossos 1, 3.

Aspectos microscópicos

O tecido ósseo pode ser classificado em:

Primário (imaturo) que se apresenta com disposição irregular, nãoorganizada das fibras colágenas e menor quantidade de cristaisde hidroxiapatita. Está presente no feto, no calo ósseo,nas osteomielites, nos tumores ósseos e na doença óssea dePaget.

É classificado também como secundário (maduro, haversiano ou lamelar), com fibras colágenas dispostas emlamelas paralelas ou concêntricas em torno dos canais deHarvers, formando osso compacto ou esponjoso4.

Histogênese

O tecido ósseo é formado por um processo chamado de ossificação INTRAMEMBRANOSA, que ocorre no interior de uma membrana CONJUNTIVA, ou pelo processo de ossificação endocondral. Este ultimo inicia sobre um molde de cartilagem hialina,que gradualmente é destruído e substituído por tecido ósseo formado a partir de células do conjuntivo adjacente.Tanto na ossificação intramembranosa como na endocondral o primeiro tecido ósseo a se formado é do tipo primário este é pouco a pouco substituído por tecido secundário ou lamelar.portando,durante o crescimento dos ossos podem-ser ver lado a lado,as áreas de tecido secundário. Uma combinação de formação e remoção do tecido ósseo persiste durante o crescimento do osso. Isto também acontece no adulto, embora aconteça em ritmo muito mais lento.

Ossificação Intramembranosa

Ossificação intramembranosa envolve a substituição de folhas, como as membranas do tecido conjuntivo com o tecido ósseo. Bones formadas dessa maneira são chamados ossos intramembranosa. Eles incluem certos ossos chatos do crânio e alguns ossos irregulares. Os ossos futuro são primeiro formado como membranas de tecido conjuntivo. Osteoblastos migrar para as membranas e da matriz óssea depósito em torno de si. Quando os osteoblastos são rodeados por matriz são chamados osteócitos.

Ossificação endocondral

Ossificação endocondral envolve a substituição de cartilagem hialina com o tecido ósseo. A maior parte dos ossos do esqueleto É FORMADA desta forma. Estes ossos são chamados OSSO ENDOCONDRAL. Neste processo, os ossos futuro são PRIMEIRO FORMADO como modelos de cartilagem hialina. Durante o terceiro mês após a concepção, o pericôndrio que envolve a cartilagem hialina "modelos" torna-se infiltrada com os vasos sanguíneos e osteoblastos e mudanças em um periósteo. Os osteoblastos formam um colar de osso compacto em torno da diáfise. Ao mesmo tempo, a cartilagem no centro da diáfise começa a se desintegrar. Osteoblastos penetram na cartilagem se desintegrando e substituí-lo com o osso esponjoso. Isso forma um centro de ossificação primária. Ossificação continua a partir desse centro para as extremidades dos ossos. Depois de osso esponjoso é formado na diáfise, osteoclastos quebrar o osso recém-formado para abrir a cavidade medular.

A cartilagem da epífise continua a crescer assim que os aumentos do osso em desenvolvimento em comprimento. Mais tarde, geralmente após o nascimento, formar centros de ossificação secundários nas epífises. Ossificação das epífises é semelhante à da diáfise, exceto que o osso esponjoso é mantido em vez de serem discriminadas para formar uma cavidade medular. Quando a ossificação secundária completo, a cartilagem hialina é totalmente substituída por osso, exceto em duas áreas. A região de cartilagem hialina permanece sobre a superfície da epífise como a cartilagem articular e outra área de cartilagem permanecem entre a epífise e diáfise. Esta é a placa epifisária ou região em crescimento.

Na cartilagem de conjunção, começando ao lado da epífise, distinguem-se as cinco zonas:

Zonas de repouso,

Onde existe cartilagem hialina sem qualquer alteração morfológica

Zona de cartilagem seriada ou de proliferação

Aqui os condrócitos dividem-se rapidamente e formam fileiras ou colunas paralelas de células achatadas e empilhadas no sentido longitudinal do osso.

Zonas de cartilagem hipertrófica

Esta zona apresenta condrócitos muito volumosos, com deposito citoplasmático de glicogênio e lipídios. A matriz fica reduzida a tabiques delgados, entre as células hipertróficas. Os condrócito entram em apoptose.

Zona de cartilagem calcificada.

Nesta zona ocorre a mineração dos delgados tabiques de matriz cartilaginosa e termina a apoptose dos condrócito.

Zona de ossificação

Esta é a zona em que aparece tecido ósseo. Capilares sanguíneos e células osteoprogenitoras originadas do periósteo invadem as cavidades pelos condrócito morto.


Veja também: