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Tartaruga


  Taxonomia
Em conseqüência de muitos anos de captura indiscriminada, todas as espécies de tartarugas marinhas se encontram ameaçadas de extinção. Os demais membros da mesma ordem a que elas pertencem, os cágados e jabutis, são, pelo contrário, animais bastante comuns.
Tartaruga é a denominação dada aos répteis marinhos e às espécies de água doce (amazônicas) do gênero Podocnemis. As tartarugas pertencem à ordem dos quelônios, que se subdivide nas subordens dos criptodiros e dos pleurodiros, segundo diferenças na movimentação do pescoço, quando retrátil, e pela fusão da pelve ao plastrão, que ocorre na segunda subordem. O corpo desses animais é coberto de placas córneas simétricas, de origem epidérmica. Na boca, um rebordo ou bico córneo, muito resistente e afiado, substitui os dentes. Os olhos são protegidos por pálpebras superiores e inferiores.
A alimentação das tartarugas varia segundo a espécie: podem ser vegetarianas, carnívoras ou, ainda, onívoras. A respiração, pulmonar, apresenta nas formas aquáticas a peculiaridade de também se realizar por meio de órgãos acessórios situados na cloaca, sacos ricamente vascularizados, que funcionam como "brânquias cloacais" quando o animal se acha submerso.
Ovíparas, as tartarugas põem seus ovos nas praias, em ninhos que cavam na areia, ou entre a folhagem encontrada no chão. Mesmo as grandes espécies aquáticas, que quase nunca pisam a terra, voltam às praias no período da reprodução.
As tartarugas figuram entre os animais de vida mais longa, e há casos documentados de exemplares várias vezes centenários. A lira (Dermochelys coriacea) é o gigante dos quelônios: chega a medir mais de dois metros de comprimento e pesar até 900kg. Sua couraça acinzentada, recoberta de tegumento coriáceo e delicado, apresenta sete cristas longitudinais na parte superior, semelhantes a cordas de lira. As patas anteriores, com aspecto de remos, medem abertas, de um extremo a outro, até 2,5m. Trata-se de uma nadadora robusta, que ocorre em todos os oceanos, capaz de se deslocar com rapidez e percorrer grandes distâncias.
As tartarugas-verdes (Chelone mydas) dos mares tropicais e subtropicais apresentam a carapaça recoberta por grandes placas pardas. Seu casco mede em média 1,20m. Uma espécie afim é a tartaruga-careta (Thalassochelys carreta), cujo casco mede em média um metro de comprimento. É encontrada nas costas americanas do Atlântico e em outras partes do mundo. No Amazonas ocorrem espécies do gênero Podocnemis, de até um metro de comprimento, que no passado se dirigiam às praias em quantidade incalculável, para reprodução, mas com seu número drasticamente reduzido pela captura.
Têm alto valor comercial as placas córneas imbricadas da tartaruga-de-pente (Chelone imbricata), de cujo casco, de cor pardo-ambarina, são fabricados objetos de adorno. Tanto essa tartaruga quanto as quatro outras espécies que desovam na costa brasileira estão protegidas por lei. O Programa Nacional de Proteção às Tartarugas Marinhas, Projeto Tamar/Ibama, protege as áreas de reprodução dessas espécies, garantindo a sobreviência dos filhotes, e atua em áreas utilizadas pelas tartarugas para alimentação.
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