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Tanajura


  Artrópodes
Cada ninho de saúva -- nome dado no Brasil às diversas espécies de formigas do gênero Atta -- é fundado por uma tanajura ou içá, isto é, por uma fêmea alada que escapa de um formigueiro já bem desenvolvido para tornar-se rainha de uma nova colônia.
Mais volumosas do que as operárias, as tanajuras constituem com os bitus (machos) as únicas castas aladas e sexuadas do ninho. Os dois grupos saem da terra por ocasião da revoada ou vôo nupcial, que ocorre uma vez por ano, em geral entre setembro e dezembro, e não dura senão algumas horas. Os machos fecundam as fêmeas durante o vôo e morrem logo depois. As tanajuras voltam ao solo, perdem as asas e tentam fundar novas colônias. O número de insetos alados que um formigueiro liberta chega, em certas espécies, a três mil tanajuras e vinte mil bitus. Essa proporção, de sete machos para cada fêmea, garante a fecundação de todas elas. Vários machos podem cruzar com uma mesma fêmea.
Apenas 0,05% das tanajuras fecundadas chegam a fazer as escavações preliminares e demais tarefas que um novo ninho requer. A maioria é devorada por aves em pleno vôo nupcial. Das que sobram, muitas são comidas por animais terrestres ou destruídas pelas intempéries, elevando para 99,95% o total de perdas.

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