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Surucuá


  Taxonomia

Dispersos do sul dos Estados Unidos ao norte da Argentina, os surucuás são especialmente abundantes na América Central e, no Brasil, nos estados do Amazonas, Pará e Mato Grosso. Distinguem-se pelo vivo colorido da plumagem dos machos, cujo dorso metálico, com tons de azul e verde, contrasta com a barriga amarela ou vermelha em gradações variadas. Nas fêmeas, a barriga é semelhante, mas o dorso, discreto e sem reflexos, é cinza ou pardo.
Surucuá é o nome que se aplica a diversas aves da família dos trogonídeos, cujo membro mais famoso é o quetzal (Pharomacrus mocino), ave sagrada dos astecas e maias. Esta espécie é notável pela crista de penas e a extensão da cauda em franjas, que se tornou o símbolo da Guatemala. Ao mesmo gênero do quetzal pertence o surucuá-açu da Amazônia (P. pavoninus), que, com 34cm de comprimento, é o maior dos trogonídeos a ocorrer no Brasil. As outras sete espécies brasileiras pertencem ao gênero Trogon e variam em tamanho do surucuá-miudinho (T. violaceus), de 22cm, ao surucuá-de-cauda-preta (T. melanurus), de 31,5cm.
Os pés heterodáctilos, ou com dedos de conformação diferente, são a principal característica anatômica dos surucuás, que se nutrem de insetos e frutas, aninham-se em cupinzeiros ou em ocos de tocos podres e se comunicam por pios monótonos, repetidos com maior insistência na época de reprodução. A fêmea põe de dois a quatro ovos por vez. O tempo de incubação na espécie T. rufus é de 18 dias.

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