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Surdez


  Patologias

As graves limitações provocadas pela surdez, bem como suas conseqüências psicossociais, foram significativamente aliviadas no século XX por meio de terapias educacionais, aparelhos auditivos (amplificadores) e técnicas cirúrgicas restauradoras.
Surdez é a perda total ou parcial da capacidade auditiva. Decorre de fatores genéticos, traumáticos ou tóxicos. Quando surge devido a condições inadequadas de trabalho, o que é freqüente, classifica-se como doença profissional. Pode limitar-se a um único ouvido, ou manifestar-se como surdez específica para certas freqüências sonoras, o que muitas vezes prejudica seriamente a percepção da fala.
As deficiências auditivas podem ser causadas por problemas de transmissão do som entre o ouvido e o tímpano -- no caso da surdez de condução -- ou por lesões em células sensoriais ou no ouvido interno -- na chamada surdez neurossensorial. A capacidade auditiva ainda pode ser reduzida ou mesmo eliminada por alterações nas áreas cerebrais correspondentes à audição.
A surdez de condução pode ser produzida por malformações congênitas, passíveis de correção cirúrgica, obstruções do conduto auditivo externo (geralmente por cerume ou por corpos estranhos), redução da movimentação da membrana do tímpano ou por imobilização parcial ou total dos ossículos do aparelho auditivo.
A idade é a causa mais importante da surdez neurossensorial. O desenvolvimento da perda auditiva para freqüências altas parece ser decorrência natural do envelhecimento. Drogas, alérgenos e ruídos são responsáveis por perdas auditivas neurossensoriais e até mesmo pela surdez total. A quinina e os derivados do ácido salicílico (aspirina) são há muito tempo conhecidos como causadores de perdas auditivas, principalmente em indivíduos sensíveis. Antibióticos, como a dihidroestreptomicina e a kanamicina e, em menor grau, a estreptomicina e a neomicina, são comprovadamente ototóxicos.
Fenômenos alérgicos podem comprometer o ouvido médio e a trompa de Eustáquio, o que leva a perdas relativamente acentuadas da audição. Ruídos intensos podem levar à perda temporária da audição, principalmente para sons agudos; quando ouvidos por longo tempo, podem provocar lesões permanentes. A lesão produzida depende tanto da intensidade quanto da duração do som. Para produzir lesões instantâneas, a intensidade sonora deve ultrapassar os 150 decibéis.


Surdo-mudez. A surdez congênita determina a mudez: por não ser capaz de ouvir as palavras, desde o nascimento, o indivíduo é incapaz de aprender a falar naturalmente. Essa situação se reverte por meio de terapias de educação e correção da surdo-mudez.
Durante muito tempo, os surdos-mudos foram discriminados como portadores de deficiências mentais, devido à dificuldade de relacionamento. O médico italiano Gerolamo Cardano, no século XVI, foi o primeiro a se preocupar seriamente com o problema e afirmou que os surdos-mudos podiam ser postos em condições de "ouvir lendo e falar escrevendo". Mais tarde, o espanhol Juan Pablo Bonet escreveu o primeiro livro sobre o assunto, no qual explicava como exercitar o surdo-mudo para a emissão de sons.
O abade francês Charles-Michel de l"Épée foi, no entanto, quem sistematizou definitivamente a educação do surdo-mudo, no século XVIII. Sem desprezar o uso da palavra, L"Épée criou uma linguagem de sinais manuais que denominou "método silencioso". Posteriormente, desenvolveu-se o "método oral", baseado no emprego da palavra e na leitura labial. No século XIX, houve grande controvérsia entre os defensores de um e outro métodos, mas, a partir do século XX, cresceu a tendência a empregá-los simultaneamente.
No Brasil, somente em 1857, por iniciativa do imperador D. Pedro II, criou-se, no Rio de Janeiro, o primeiro estabelecimento destinado a ministrar educação para surdos-mudos: o Instituto Nacional dos Surdos-Mudos, ainda hoje a mais importante escola desse gênero no país, com o nome de Instituto Nacional de Educação dos Surdos.