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Sucuri


  Taxonomia
De ocorrência já registrada em quase todo o Brasil, mas típica dos grandes rios do Centro-Oeste e da Amazônia, a sucuri é uma das maiores cobras do mundo. Casos e lendas a seu respeito, exagerando-lhe não raro as proezas e o porte, firmaram-se na tradição oral e constam de numerosas narrativas sobre os aspectos mais pitorescos da vida no interior do país.
Conhecida também por outros nomes, como sucuriju, sucuriúba, boiaçu ou anaconda, a sucuri (Eunectes murinus) é um réptil ofídio da família dos boídeos, a mesma da jibóia, da ararambóia ou cobra-papagaio e das espécies indo-malaias e africanas de píton. Mede em geral de cinco a sete metros, não obstante existam descrições de exemplares com mais de 11m. Como as demais cobras da família, a sucuri não é venenosa, mas sim constritora: vale-se de uma notável força muscular para enroscar-se nas presas, triturar-lhes no aperto até os ossos e assim prepará-las, como alimento, para a deglutição.
A sucuri vive principalmente nos rios, onde nada e mergulha com desembaraço. Come peixes e dá caça constante a aves, preás, capivaras, antas, veados e outros animais que, para beber, freqüentam com assiduidade as margens. Em terra firme, desloca-se com menor desenvoltura, não obstante vá, também aí, no encalço de suas vítimas. Muitos dos relatos sobre seus hábitos mencionam ataques em terra a animais de criação, como bezerros, porcos e cachorros.
A coloração da sucuri revela variações de padrão, mas tipicamente ela é pardo-esverdeada, com manchas pretas, arredondadas, dispostas em série dupla pelo dorso e nos flancos. O ventre é branco-amarelado e a cabeça é revestida de numerosas escamas, tal como ocorre nas cobras venenosas. A sucuri, que também ocorre nas Guianas, Colômbia, Venezuela e Trinidad e Tobago, é vivípara, ou seja, seus filhotes, em número que varia de 50 a 75 por vez, nascem já bem desenvolvidos e não contidos em ovos.

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