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Sistema Esquelético e Muscular


  Fisiologia

   Assim com os demais tecidos conjuntivos, os ossos e cartilagens derivam do mesÛnquima.

    Ossos e cartilagem: A formaþÒo da cartilagem tem inÝcio pela condensaþÒo do mesÛnquima, que passa a ser um tecido pobre em matriz extracelular. Ocorre porÚm, com o tempo, o ac·mulo gradativo de substÔncias formando a matriz cartilaginosa. As cÚlulas se afastam, retraem seus prolongamentos e transformam-se em condr¾citos.

    Os ossos sÒo formados a partir de cartilagens (ossificaþÒo endocondral) ou de uma membrana conjuntiva (ossificaþÒo intramembranosa).

    As vÚrtebras tÛm origem a partir do escler¾tomo. As cÚlulas da porþÒo cranial do escler¾tomo disp§em- se de maneira frouxa e as porþÒo caudal proliferam. A metade cranial de um escler¾tomo se funde a metade caudal do escler¾tomo a frente, originando assim o corpo vertebral.

Estßgios do desenvolvimento das vÚrtebras. Em A vÚrtebra com 5 semanas. B com 6 semanas. C mostra os centros de ossificaþÒo primßria com 7 semanas. D vÚrtebra torßcica ao nascimento. E e F vÚrtebras torßcicas na puberdade mostrando os centros de ossificaþÒo secundßrios.

    As costelas originam-se de expans§es ventrolaterais dos escler¾tomos. O esterno forma-se a partir de duas barras cartilaginosas que se unem na linha mÚdia ventral. Simultaneamente as extremidades ventrais dos 7 primeiros pares de costelas juntam-se ao esterno em formaþÒo.

    As vÚrtebras, costelas e esterno tÛm ossificaþÒo endocondral.

    Os membros inferiores e superiores tambÚm tem ossificaþÒo endocondral. Por volta da 7¬ semana surgem peþas cartilaginosas cujas formas se assemelham aos ossos a que darÒo origem. Na 8¬ semana comeþa entÒo o processo de ossificaþÒo. A clavÝcula Ú uma exceþÒo, pois sua ossificaþÒo Ú intramembranosa. O osso da pÚlvis tem trÛs centros de ossificaþÒo que correspondem aos trÛs ossos pÚlvicos que se fundem futuramente.

    Os ossos do crÔnio sÒo originados de ossificaþÒo tanto intramembranosa quanto endocondral a partir do mesÛnquima presente na regiÒo cefßlica do embriÒo e nos arcos braquiais.

    No processo de formaþÒo dos ossos o mesÛnquima pode nÒo receber vascularizaþÒo e forma-se no seu lugar um espaþo, a cavidade articular, revestida pela membrana sinovial, caracterizando uma articulaþÒo sinovial. Nas sinartroses, o mesÛnquima situado entre os ossos origina tecido conjuntivo fibroso, cartilagem ou mesmo tecido ¾sseo, caracterizando sindesmose, sincondrose e sinostose respectivamente.

    M·sculos: A musculatura do tronco deriva dos mi¾tomos. Estas porþ§es dos somitos se individualizam e suas cÚlulas se alongam transformando-se em mioblastos.

    O mi¾tomo divide-se em uma porþÒo dorsal e uma ventral. A porþÒo dorsal sofre poucas mudanþas e origina os m·sculos extensores da coluna vertebral. A porþÒo ventral ainda sofre divisÒo e forma a maior parte da musculatura do t¾rax e abdome.

Sistema muscular em desenvolvimento. Em A embriÒo de seis semanas mostrando a regiÒo dos mi¾tomos de originam a maioria dos m·sculoas esquelÚticos. Em B com oito semans mostrando a musculatura do tronco e membros.

    A origem dos m·sculos dos membros ainda Ú incerta porÚm especula-se que ela seja de origem mesenquimal, enquanto a musculatura do crÔnio Ú formada a partir dos mi¾tomos mais cefßlicos.

    Fibras musculares lisas da parede dos vasos sanguÝneos e linfßticos originam-se de cÚlulas mesenquimais, no tubo digestivo, nas vias aÚreas e nos ductos do aparelho urogenital a musculatura Ú derivada da folha esplÔncnica do mesoderma lateral. As cÚlulas mioepiteliais e os m·sculos da Ýris sÒo exceþ§es, admitindo-se que sejam derivados ectodÚrmicos.

    O m·sculo cardÝaco deriva de cÚlulas mesenquimais que circundam o tubo primitivo.

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