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Sílex


  Bioquímica
A possibilidade de obter fogo por meio da fricção de dois pedaços de sílex fez com que esse mineral encontrasse aplicação prática desde a pré-história. Até o século XIX era empregado como pedra-de-fogo ou pedra-de-fuzil, dispositivo que, percutido por um gatilho, produz faísca e comunica fogo à pólvora.
Sílex é uma variedade cristalina do quartzo, também denominada pederneira, constituída de quartzo microcristalino ou calcedônia, e às vezes de ambos. De cor cinza ou negra e forma irregular, é compacta, rija e dura, capaz de riscar o vidro. Distribui-se em nódulos ou camadas nas rochas do tipo sedimentar, produzidas pela agregação de material sobre bacias, vales e planaltos devido à ação de agentes físicos ou atmosféricos. O sílex também pode substituir matriz carbonática em fósseis, preencher geodos e veios, cimentar arenitos ou apresentar-se finamente disseminado em pontículos e moldes de cristais de dolomita em calcários.
Na composição do sílex, como nas demais variedades do quartzo, predomina o dióxido de silício ou sílica. Sua superfície é com freqüência recoberta de uma lâmina de calcedônia porosa. A aparência translúcida do sílex confere a sua superfície, por efeitos de dispersão luminosa, uma coloração branca que desaparece quando seus microcanais internos são desobstruídos com líquido injetado a pressão.
A abundância desse mineral nos planaltos continentais, em especial na Europa, assim como a consistência e dureza do mineral e sua capacidade para fragmentar-se em lascas irregulares por percussão ou pressão, fizeram do sílex uma matéria-prima básica no período paleolítico, utilizado em conjunto com madeira, ossos, chifres e conchas. Certas variedades de sílex apresentam a propriedade de produzir faíscas quando se friccionam dois fragmentos do mineral, e por isso foram utilizadas em tempos primitivos para a obtenção do fogo.
O sílex substituiu, na pré-história, o seixo rolado e outras pedras utilizadas como armas de arremesso. A perfeição demonstrada pelas culturas primitivas na fabricação de machados, buris, lâminas, pontas de flecha e outros objetos de sílex sugere seu emprego não apenas na caça e nas guerras, mas também em instrumentos cerimoniais e de adorno. Durante o neolítico europeu, a exploração do sílex em poços e áreas de fácil acesso constituiu a base de um autêntico comércio do mineral entre regiões distantes até centenas de quilômetros

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