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Serra do Mar


  Geografia Fisica

A serra do Mar foi a barreira que por muito tempo impediu ao colonizador português o acesso ao interior do Brasil e determinou que a exploração se desse mais lentamente no sul que no norte do país.
Formada por montanhas que em muitos pontos emergem do oceano Atlântico, a serra do Mar acompanha a linha da costa a uma distância de cerca de 12km, embora em certos pontos chegue a afastar-se até quarenta quilômetros, como acontece nos arredores de Joinville SC e Paranaguá PR. Constitui um ramo do maciço Atlântico, que se estende do estado do Rio de Janeiro até o extremo sul de Santa Catarina. Ergue-se como um imenso degrau, cujas arestas seguem as direções gerais das estruturas das rochas pré-cambrianas que lhe dão a forma de patamares que, do oceano, avançam para o interior do continente, com altitudes que variam entre 800 e 1.000 metros.
Ao longo do tempo geológico, a erosão esculpiu e retalhou intensamente essa elevação e com isso mascarou as últimas causas tectônicas a ela relacionadas. Além do soerguimento, verificou-se também o basculamento de toda a região para oeste, dando origem à drenagem rumo ao interior do continente, da serra do Mar para o rio Paraná. O ponto culminante da serra é a Pedra do Sino, com 2.263m. A partir daí para o interior do continente, a topografia cai suavemente num ângulo que varia de 11 a 12m por quilômetro, valor válido para a área de drenagem rumo a noroeste. O mesmo não se verifica onde a serra do Mar se limita com o vale do rio Paraíba do Sul. Esse trecho corresponde a uma fossa tectônica que separa a serra do Mar da serra da Mantiqueira. Ao que parece, o mergulho das falhas é divergente a partir do alto da serra do Mar junto ao vale do Paraíba e convergente a partir do centro do vale; a noroeste, os mergulhos dos planos de falha das elevações da Mantiqueira são para sudeste, até a região do vale.
A serra do Mar apresenta duas cristas principais: a exterior, parcialmente submersa, que forma as ilhas de Santa Catarina, Cananéia, Comprida, Moela, São Vicente, Santo Amaro, São Sebastião, Grande e Marambaia, além dos maciços que envolvem a baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, com elevações de grande beleza panorâmica, como os picos da Tijuca, Pedra Branca, Andaraí e Bico do Papagaio, e os morros da Gávea, Corcovado e Pão de Açúcar; e a interior, que se inicia no Rio Grande do Sul por pequenas elevações, chamadas coxilhas, e ganha altura a partir de Santa Catarina, onde toma denominações locais, como serra de Itajaí, do Jaraguá, Graciosa, de Cubatão, da Bocaina, de Tinguá, da Estrela e dos Órgãos.
A litografia da serra do Mar é pouco variada. Predominam largamente os gnaisses, originados ora de antigos sedimentos, ora de rochas ígneas, cuja caracterização é mais difícil e complexa. Ocorrem também quartzitos, biotita ou moscovita-xistos, ocasionalmente filitos e dolomitos, como representantes das rochas metamórficas. Os quartzitos, pela maior resistência, costumam formar cristas elevadas na topografia. As rochas ígneas mais freqüentes são representadas pelas intrusões graníticas, às quais se associam corpos pegmatíticos ocasionalmente ricos em minerais de valor econômico. Em Ubatuba SP ocorrem corpos de charnochitos esverdeados muito procurados como pedra ornamental.

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