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Serguei Eisenstein


  Biografias

Ao conceituar e aplicar a seus filmes uma inovadora técnica de montagem, Eisenstein rompeu com a estética narrativa então vigente no cinema e se tornou um dos mestres indiscutíveis da sétima arte.

Serguei Mikhailovitch Eisenstein nasceu em Riga, Rússia, em 23 de janeiro de 1898. Estudou engenharia e arte em São Petersburgo e, após a revolução de 1917, aprendeu encenação teatral com Meyerhold, foi cenógrafo e co-diretor no Teatro Proletkult de Moscou e colaborou num filmete para o palco, experiência que o levou ao cinema. Em seu primeiro documentário, intitulado Stachemka (1924; A greve), criou uma linguagem cinematográfica nova, cujas premissas básicas resumiu num artigo em que assinalava a importância de provocar tensão emocional no espectador mediante a justaposição dramática de imagens de forte conteúdo simbólico.

No segundo filme, Bronenosets Potiomkin (1925; O encouraçado Potemkin), contou o motim da tripulação do navio e a sublevação da cidade de Odessa na revolução de 1905. Trechos como a seqüência antológica da carga das tropas czaristas contra o povo nas escadarias de Odessa transformaram o filme num dos mitos do cinema mundial.

Após rodar Oktiabr (1927; Outubro ou Os dez dias que abalaram o mundo) e Staroie i novoie (1929; A linha geral ou O velho e o novo), Eisenstein foi a Paris e depois aos Estados Unidos, contratado para dirigir um filme da Paramount. Desavenças entre o diretor e a produtora levaram-no ao México, onde rodou Que viva México! (1932). Quando quis voltar a Hollywood para montar o filme, não lhe permitiram a entrada e a maior parte das seqüências rodadas foi utilizada em outras produções.

Eisenstein regressou à União Soviética e ouviu críticas das autoridades quanto ao conteúdo e à forma de seus filmes. Impedido de fazer duas produções, lecionou no Instituto do Cinema e, por fim, dirigiu seu primeiro filme sonoro, Aleksandr Nevski (1938; Cavaleiros de ferro), épico da formação da Rússia. A ele seguiram-se duas partes de uma trilogia de conteúdo patriótico e histórico, Ivan Groznii (1943-1947; Ivan o Terrível), cujo protagonista era o czar Ivan IV, interpretado magistralmente pelo ator Nikolai Tcherkassov. Apesar do sucesso internacional da obra do cineasta, de seu gênio e profissionalismo, a censura estatal não o deixou em paz. Eisenstein finalmente adoeceu e morreu em Moscou, em 11 de fevereiro de 1948, quando iniciava o terceiro filme, deixando inconclusa a trilogia.


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