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Semente


  Reproduçao

Nas plantas com flores de estrutura mais primitiva (gimnospermas), a semente se acha sem proteþÒo, pois o fruto dessas plantas Ú constituÝdo de carpelos que nÒo se fecham. Nas plantas mais evoluÝdas (angiospermas), a semente fica protegida no interior do fruto, formado de carpelos que se fecham.

Semente Ú o ¾rgÒo de dispersÒo das plantas florÝferas, no qual se encontra o embriÒo adormecido. Resulta do desenvolvimento do ¾vulo, geralmente em conseq³Ûncia da fecundaþÒo, embora esta nÒo seja indispensßvel. Assim, a semente Ú fÚrtil quando houve fecundaþÒo, mas pode ser estÚril (partenogenÚtica) quando resulta de ¾vulo nÒo fecundado.


Morfologia

A semente Ú formada de um cabo, envolt¾rios e conte·do. O cabo da semente (podosperma) resulta do desenvolvimento do cabo do ¾vulo (funÝculo). Do mesmo modo, os envolt¾rios da semente resultam dos envolt¾rios do ¾vulo. Nas gimnospermas hß um envolt¾rio apenas, chamado tegumento, enquanto nas angiospermas hß dois: o externo (testa) e o interno (tegme).

Os envolt¾rios sÒo constituÝdos de cÚlulas estreitamente unidas e impregnadas de matÚrias impermeßveis, que isolam o conte·do do meio ambiente. A entrada do ar atmosfÚrico oxigenado e a saÝda do gßs carb¶nico fazem-se atravÚs dos envolt¾rios, mas a ßgua s¾ pode atravessß-los pela cicatriz resultante da queda do cabo, o hilo.

O conte·do da semente, tambÚm chamado de amÛndoa, compreende o embriÒo, que Ú a miniatura da planta, e o endosperma, reserva de substÔncias destinadas a seu desenvolvimento durante a germinaþÒo. O embriÒo resulta da segmentaþÒo celular do zigoto formador e Ú constituÝdo de:

  1. RadÝcula, que darß a raiz;
  2. CaulÝculo, que evoluirß para formar a parte do caule abaixo dos cotilÚdones;
  3. GÛmula, que darß a parte do caule acima dos cotilÚdones e as folhas; e
  4. CotilÚdones, em n·mero varißvel, ¾rgÒos de reserva alimentar.

O endosperma resulta da segmentaþÒo celular do zigoto nutridor. Pode ser carnoso (castanha-do-parß), c¾rneo (cafÚ) ou aquoso (como parte do coco-da-baÝa). O n·mero de cotilÚdones tem grande importÔncia na classificaþÒo botÔnica. Quando hß apenas um, a planta pertence Ó classe das monocotiled¶neas, como as palmeiras e as gramÝneas. Quando os cotilÚdones do embriÒo sÒo dois, a planta pertence Ó classe das dicotiled¶neas, que compreende a maioria das ßrvores.


ComposiþÒo quÝmica

As sementes se classificam de acordo com o predomÝnio de amido, gorduras ou nitrogÛnio. Amilßceas sÒo as sementes ricas em amido, como as dos cereais (gramÝneas); oleaginosas, as ricas em gordura, como as do girassol, da mamona e da maioria das palmeiras; e nitrogenadas, as ricas em proteÝnas, como as das leguminosas, notadamente as da soja.


DispersÒo

Os ¾rgÒos de dispersÒo das plantas superiores sÒo o p¾len e a semente. O grÒo de p¾len Ú transportado a grandes distÔncias, pois Ú diminuto e levÝssimo. A semente Ú milhares de vezes mais pesada, pois carrega consigo o alimento para as primeiras fases de desenvolvimento do embriÒo. Para que o p¾len contribua para a produþÒo de outra planta, deve cair sobre o estigma e aÝ emitir o tubo polÝnico que levarß os gametas para dentro do ¾vulo.

No caso da semente, basta que encontre condiþ§es ambientais favorßveis para produzir a planta.

A dispersÒo da semente pode ser feita pelo homem e outros animais: transportada por seu pr¾prio valor como alimento, ou pelo valor do fruto que a contÚm; presa ao pÛlo dos animais; levada pelo vento, quando Ú muito leve, e especialmente se ela ou o fruto apresentam plumas, filamentos ou asas; ou carregada pela ßgua, quando existem flutuadores na semente ou no fruto. A dispersÒo pode ser feita tambÚm por meio de dispositivos existentes no fruto, que atiram a semente longe.


GerminaþÒo

A germinaþÒo Ú a retomada do desenvolvimento que havia sido sustado logo ap¾s a formaþÒo do embriÒo. Para haver germinaþÒo sÒo indispensßveis certas condiþ§es, umas pr¾prias da semente e outras do ambiente.

As condiþ§es pr¾prias da semente (ou intrÝnsecas) sÒo: integridade (possuir os ¾rgÒos essenciais); vitalidade (estar viva e respirando); e maturidade (ter o embriÒo completamente desenvolvido e com reservas nutritivas acumuladas). A semente, em regra, atinge a maturidade ao mesmo tempo que o fruto, quando este cai, mas algumas podem germinar antes que o fruto amadureþa, como ocorre com o trigo, o feijÒo e o centeio; e outras s¾ dois anos depois que o fruto cai, como a pera e o pÛssego.

As condiþ§es pr¾prias do ambiente (extrÝnsecas) sÒo: composiþÒo quÝmica apropriada do solo; umidade adequada; arejamento, jß que nessa fase da vida a respiraþÒo Ú muito intensa; e luminosidade e temperatura adequadas.

A semente que, embora vißvel, nÒo germina, mesmo em condiþ§es favorßveis do ambiente, Ú considerada dormente. As causas da dormÛncia podem ser fÝsicas ou fisiol¾gicas. A dormÛncia fÝsica pode ser provocada pelos envolt¾rios duros e impenetrßveis Ó ßgua e, em algumas plantas, atÚ ao oxigÛnio. Muitas sementes de leguminosas s¾ conseguem germinar depois de demorada aþÒo de microrganismos do solo (e de outros agentes do ambiente), que enfraqueþa suficientemente seus envolt¾rios, a fim de permitir a entrada da ßgua.

A dormÛncia fisiol¾gica pode ser provocada por fatores externos ou internos. Os fatores externos sÒo chamados inibidores e podem estar localizados na polpa do fruto, no tegumento ou no alimento (endosperma) da semente. A germinaþÒo da semente do tomateiro dentro de um tomate Ú caso raro, mas ela passa a germinar logo que a mucilagem que a envolve Ú removida pela chuva. ╔ evidente que se trata de uma adaptaþÒo para garantir que a germinaþÒo s¾ se inicie quando existam boas condiþ§es de umidade para levß-la a termo.

Os fatores internos sÒo exemplificados pelo caso de um embriÒo imaturo e pela estratificaþÒo. └s vezes o fruto jß atinge a maturaþÒo, mas a semente ainda consiste apenas de umas poucas cÚlulas nÒo diferenciadas. Transcorrerß portanto algum tempo, ap¾s o amadurecimento do fruto, para que a semente aguarde o desenvolvimento de suas pr¾prias reservas e s¾ entÒo comece a germinar. Por fim, algumas espÚcies, principalmente das regi§es temperadas, s¾ germinam depois de sofrerem a estratificaþÒo, suportando temperaturas em torno de 5║ C. Em sua grande maioria as sementes, quando bem secas, podem ser conservadas por longo tempo, sem que percam seu poder germinativo.


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