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Sardinha


  Taxonomia

Reunidas em imensos cardumes, que se deslocam pela superfície do mar ou a pouca profundidade, as sardinhas são capturadas às toneladas em redes, de modo relativamente simples. Sua pesca e consumo intensos, de tradição firmada na Europa, levaram ao estabelecimento de uma indústria de conservas que se expandiu pelo mundo.

O nome sardinha aplica-se especificamente aos pequenos peixes marinhos dos gêneros Sardina,  Sardinops e Sardinella, da família dos clupeídeos, a mesma do arenque. Sem escamas na cabeça e em geral prateadas, as sardinhas podem medir de 15 a 30cm de comprimento. Alimentam-se de plâncton e efetuam constantes migrações pelo litoral. Desovam na primavera ou no verão: os ovos e, poucos dias depois, as larvas flutuam passivamente à deriva até se transformarem em peixes capazes de se deslocar a nado.

A espécie típica da Europa, que ocorre no mar Mediterrâneo e nas costas atlânticas da Espanha, Portugal, França e Grã-Bretanha, é Sardina pilchardus. Ao gênero Sardinops, com cinco espécies tão semelhantes que são às vezes classificadas como uma só, Sardinops sagax, pertencem as sardinhas dos oceanos Índico e Pacífico. A sardinha-verdadeira do Brasil é Sardinella brasiliensis (antes, S. aurita ou S. allecia), que ocorre em abundância no litoral sul e é pescada intensivamente em três estados: Rio de Janeiro, São Paulo e Santa Catarina. Mede 15cm de comprimento, desova de novembro a janeiro e seus cardumes se mesclam com freqüência aos de savelhas e palombetas. No Brasil, o nome sardinha, geralmente em compostos, também se aplica a outros pequenos peixes de mar, como a sardinha-bandeira (Opisthonema oglinum) e a sardinha-cascuda (Harengula clupeola). Algumas espécies fluviais, como Cyrtocharax sardina, do rio Madeira, e Triportheus auritus, dos rios Amazonas, Araguaia e seus afluentes, são também chamadas de sardinhas.


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