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Sardenha


  Geografia Fisica
Tomada sucessivamente por romanos, vândalos, bizantinos, árabes, espanhóis e franceses, a Sardenha esteve também sob domínio austríaco antes de se tornar parte do território unificado da Itália. O isolamento em que vivem os habitantes da ilha contribuiu para a preservação de tradições como canções e danças, além de dialetos românicos conhecidos como sardos, semelhantes ao latim.
Sardenha é uma região italiana e a segunda ilha em superfície do Mediterrâneo ocidental, depois da Sicília. Com área de 23.813km2, situa-se 200km a oeste da península itálica e 200km ao norte da África. Divide-se politicamente em quatro províncias -- Nuoro, Cagliari, Sassari e Oristano -- e tem capital em Cagliari. O clima, subtropical e mediterrâneo, se caracteriza por invernos suaves e verões muito quentes, com chuvas esparsas sobretudo no outono. As florestas foram muito exploradas e hoje ocupam apenas quatro por cento do território da ilha, onde predomina o cerrado. O relevo é acidentado, com maciços de granito e xisto. O ponto culminante é o monte La Marmora, com 1.834m, situado no maciço Gennargentu. Os rios são curtos e encachoeirados, e os mais importantes são o Flumendosa e o Tirso.
Em vista da constante emigração, a Sardenha é uma das regiões italianas menos populosas. Seus habitantes, denominados sardos, se concentram no interior da ilha. Predominam os dialetos sardos, embora se fale também o idioma italiano.
A primeira civilização importante de que se tem registro na área foi a dos nuragues, na idade do bronze, que atingiu o apogeu entre os séculos VII e VI a.C. São característicos os grandes monumentos megalíticos espalhados por toda a ilha, os chamados nuragues, conjuntos arquitetônicos dominados por uma grande torre de pedra em forma cônica, com câmaras circulares superpostas unidas por escada em espiral, além de bastiões, torrinhas, corredores e cisternas. Além da finalidade defensiva, possivelmente serviam como castelos aos chefes de clã, ou eram usados como depósitos, fundições e lugares de culto.
Por volta do século IV a.C. os romanos já demonstravam interesse na Sardenha, mencionada nos tratados comerciais entre Cartago e Roma, mas só a conquistaram no século seguinte. No século I a.C., as riquezas e a importância estratégica e logística da ilha geraram acirradas disputas entre facções políticas adversárias. No século XI a Sardenha se dividiu em quatro governos locais, com o apoio de Pisa e Gênova, que em seguida se digladiaram pelo controle do território. No ano 1326, a ilha caiu sob o domínio espanhol de Afonso IV de Aragão. Em 1708 passou à Áustria e, em 1720, cedida à casa de Savóia, foi incorporada ao Piemonte. No final do século XVIII, durante as guerras contra a França revolucionária, o Piemonte foi tomado. Após o colapso do império napoleônico, o reino da Sardenha se recompôs. Incorporada à Itália com a unificação do país em 1861, a Sardenha foi, depois da segunda guerra mundial, local de intenso movimento nacionalista, cujos resultados garantiram-lhe em 1948 estatuto de região autônoma.
A agricultura e a mineração são as principais atividades econômicas da Sardenha. Pastagens naturais cobrem mais da metade do território, onde são criados carneiros e cabras. A ilha produz trigo, cevada, azeitonas, uvas, cortiça e fumo. Também tem importância econômica a pesca de atum, lagosta e sardinha. Quatro quintos da produção italiana de zinco e chumbo provêm da ilha, onde se encontram também linhito, fluorito, bauxita, cobre e ferro. A atividade industrial inclui o beneficiamento de zinco e chumbo e a produção de ligas de alumínio. Há também refinarias de petróleo e complexos petroquímicos, além de indústrias de transformação de alimentos, de tecidos, couro e objetos de madeira. O turismo concentra-se na região costeira, apesar da expansão e de melhoramentos realizados na malha rodoviária. A ilha se liga à Itália continental por via aérea e marítima.

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