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Sanguessuga


  Invertebrados
A capacidade de chupar o sangue sem provocar dor fez com que a sanguessuga fosse empregada pelos mÚdicos para efetuar sangrias em pacientes com hipertensÒo arterial e tromboses, nos sÚculos XVIII e XIX, quando existiam na Europa locais reservados exclusivamente Ó criaþÒo desses animais.
Sanguessuga Ú um verme do filo dos anelÝdeos e da classe dos hirudÝneos, que se diferencia dos outros do mesmo filo por dispor de ventosas nas extremidades anterior e posterior do corpo, com as quais suga o sangue dos vertebrados. Disp§e de cavidade interna, ou celoma, e seu aparelho digestivo apresenta divertÝculos que permitem armazenar reservas de alimento por vßrios meses. Seu corpo achatado Ú dividido em 34 anÚis ou segmentos.
Vive principalmente em rios de ßgua doce, lagos ou na terra ·mida. Certas espÚcies de sanguessuga alimentam-se de restos de decomposiþÒo orgÔnica, enquanto outras sÒo parasitos externos de moluscos e vertebrados. Algumas disp§em de mandÝbulas, com as quais abrem incis§es na pele dos indivÝduos dos quais chupam o sangue e outros lÝquidos orgÔnicos. Segregam entÒo uma proteÝna, denominada hirudina, para impedir que o sangue coagule na incisÒo. A saliva da sanguessuga contÚm ainda substÔncias anestÚsicas, que aliviam a dor no local da ferida, e vasodilatadoras, que aumentam o fluxo sang³Ýneo.
Existem ao todo cerca de 300 espÚcies conhecidas de sanguessugas e entre aquelas de maiores dimens§es  estß a Haementeria ghilianii, do Amazonas, com atÚ dez centÝmetros de largura e 19cm de comprimento. Da espÚcie Hirudo medicinalis extrai-se a hirudina para uso terapÛutico. As sanguessugas mais perigosas sÒo as do gÛnero Limnatis, que ocorrem em ßgua doce no litoral do MediterrÔneo, no norte da ┴frica e no Oriente MÚdio. Quando o paciente bebe ßgua nÒo filtrada de lagoas e regatos, esse parasito ataca de inÝcio faringe e es¶fago e em seguida se aloja na laringe e nos br¶nquios, de onde Ú muito difÝcil sua extraþÒo. Ao bloquear as vias respirat¾rias, o animal pode levar o hospedeiro Ó morte por sufocaþÒo. Na maioria das vezes, o paciente Ú vÝtima tambÚm de infecþ§es bacterianas, nos pontos traumatizados