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Roger Bacon


  Biografias

A grande cadeia de pensadores britânicos que se propuseram a encontrar na prática experimental a base do conhecimento tem seu primeiro elo em Roger Bacon, o Doctor Mirabilis (Admirável doutor).


Roger Bacon nasceu por volta de 1220, perto de Ilchester, Somerset, numa família de posses. Pôde estudar em Paris e mais tarde em Oxford, com Robert Grosseteste, um dos gênios da época. Mais tarde ingressou na ordem franciscana, com cujas autoridades teria constantes problemas ao longo da vida.
Embora Bacon aceitasse que o saber era produto da revelação, considerava que o homem devia utilizar, para a busca do conhecimento, as faculdades racionais que Deus lhe concedera. Contra a escolástica, defendia o papel prioritário da investigação científica, aceitando o método aristotélico indutivo-dedutivo e insistindo em que seu êxito dependia do conhecimento exato e extenso dos fatos. Como  dedicar-se à ciência era aproximar-se da alquimia e, de certo modo, da magia, teve vários de seus textos científicos proibidos de circular.


Em 1251, comentou, na Universidade de Paris, o tratado pseudo-aristotélico De plantis (Sobre as árvores), e escreveu brilhantes observações sobre a física e a metafísica de Aristóteles, enquanto se aprofundava nos autores árabes que introduziram na Europa os pensadores gregos. Escreveu uma gramática do grego e começou outra do hebraico. Provou ainda que vários textos da Bíblia estavam adulterados e muitas traduções de Aristóteles erradas.


Em 1257, o ministro geral dos franciscanos, são Boaventura, o colocou sob vigilância em Paris e proibiu a publicação de seus escritos. Bacon, porém, se fez amigo do núncio apostólico na Inglaterra (o futuro papa Clemente IV), que o apoiou. Escreveu então Opus majus (Obra maior), que, como Communia naturalium (A natureza do dia-a-dia), sumarizava os conhecimentos da época. Seguiram-se Opus minus (Obra menor) e Opus tertius (Obra terceira), a primeira com observações e experiências sobre a multiplicação das espécies, a segunda um tratado de alquimia. Com a morte de Clemente IV, suas obras foram novamente condenadas e Bacon encarcerado durante 14 anos, por determinação da ordem.


A audácia e a novidade da pesquisa científica valeram a Bacon o cognome de Doctor Mirabilis. Propôs a reforma do calendário, fez experiências de óptica e de propagação da força, anteviu as propriedades das lentes convexas, que poderiam se transformar em telescópio ou microscópio, as conseqüências práticas do uso da pólvora, os navios de propulsão mecânica e a possibilidade de vôo de engenhos mais pesados que o ar. Tratou ainda dos problemas de uma viagem de circunavegação. Roger Bacon morreu em 1292, possivelmente em Oxford.

 


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