Rim - BioMania
O melhor portal biológico da internet!



176 Slides Power Point grátis

Só baixar, editar e começar a usar.

Rim


  Anatomia Humana

A atividade metab¾lica do organismo produz uma sÚrie de dejetos que alcanþariam nÝveis t¾xicos fatais se nÒo fossem eliminados do sangue. A funþÒo de separar essas substÔncias da corrente sang³Ýnea Ú executada pelos rins.
Rim Ú cada um dos dois ¾rgÒos caracterÝsticos dos vertebrados que constituem o elemento mais importante do sistema excretor. Com a funþÒo de purificar o sangue dos vßrios produtos t¾xicos que por ele circulam, tÛm configuraþÒo bastante variada nos diferentes grupos sistemßticos.


Anatomia comparada. Nos peixes, os rins ocupam a posiþÒo dorsal. Em muitos deles, estÒo intimamente relacionados com o aparelho reprodutor, principalmente nos machos. Essa relaþÒo Ú mantida, em geral, nos anfÝbios. Nos batrßquios, como sapos e rÒs, alguns dutos renais se transformaram em vias que se comunicam com os testÝculos e transportam espermatoz¾ides. Os rins dos rÚpteis sÒo normalmente pequenos e ficam localizados no final do abdome. Crocodilos e serpentes nÒo possuem bexiga urinßria. Nas aves, os rins tÛm forma lobulada e disp§em de ureteres curtos que desembocam na cloaca. Os mamÝferos apresentam rins compactos, cujo aspecto se assemelha ao de um feijÒo, protegidos por uma cßpsula de tecido conjuntivo. A estrutura e a funþÒo dos rins variam muito nos diversos grupos de vertebrados, de acordo com seu tipo de vida: nos terrestres, os t·bulos renais experimentam, ao longo da evoluþÒo, alongamento e aumento crescente de complexidade. Esse processo Ú conseq³Ûncia da necessidade que esses animais tÛm de reabsorver a mßxima quantidade de ßgua e Ýons para evitar a desidrataþÒo e o desequilÝbrio eletroquÝmico interno, necessidade que Ú menos premente nas espÚcies aqußticas.


Rim humano. Os rins do homem sÒo duas estruturas de cor vermelha-escura em forma de feijÒo e dispostas na porþÒo posterior da cavidade abdominal, uma de cada lado da coluna vertebral. Exercem a funþÒo de filtragem, regulam o volume de lÝquidos do organismo e controlam, em virtude da aþÒo de horm¶nios, a reabsorþÒo ou eliminaþÒo de Ýons ou outras substÔncias. Esse mecanismo, que dß origem Ó urina, Ú fundamental para a manutenþÒo do equilÝbrio ßcido-bßsico do corpo. Na parte superior dos rins, estÒo as glÔndulas supra-renais, importantes ¾rgÒos end¾crinos que produzem diversos horm¶nios, entre os quais a adrenalina (ou epinefrina). Pela face interna e c¶ncava do rim, numa regiÒo denominada hilo renal, penetram artÚrias e veias. Na parte externa, denominada c¾rtex, estÒo dispostas as unidades funcionais, ou nÚfrons, que podem alcanþar o n·mero aproximado de um milhÒo em cada rim. A regiÒo interna Ú a medula, constituÝda pelo conjunto de todos os t·bulos ou dutos estreitos que conduzem a urina atÚ a pelve renal. TambÚm chamada bacinete, a pelve renal Ú a parte superior do ureter, via de maior calibre que transporta a urina atÚ a bexiga, onde ela Ú armazenada atÚ ser lanþada, atravÚs da uretra, para fora do organismo.


O nÚfron se comp§e de quatro partes: o corp·sculo renal, formado, por sua vez, pelo glomÚrulo e pela cßpsula de Bowman; o t·bulo contorcido proximal; a alþa de Henle; e o t·bulo contorcido distal. No corp·sculo, de aspecto globular, se observa uma massa de vasos semelhantes a um novelo, o glomÚrulo, formado por uma densa rede de vasos capilares que, num extremo, se comunica com a artÚria aferente, que leva sangue para o ¾rgÒo e, no outro, com a artÚria eferente, que conduz o sangue para outras estruturas do corpo. Em volta do glomÚrulo encontra-se a cßpsula de Bowman, de natureza fibrosa, que desemboca diretamente no t·bulo contorcido proximal. A estrutura vascular descrita Ú conhecida em anatomia como sistema porta-arterial. As paredes dos capilares permitem a passagem de ßgua, Ýons e diversas substÔncias do interior dos vasos para a cßpsula de Bowman. Produz-se assim uma autÛntica filtragem do sangue, que fica liberado da carga de produtos t¾xicos e de excremento. O lÝquido filtrado percorre o trajeto sinuoso do t·bulo proximal, cujo comprimento Ú de aproximadamente 15mm. Nele, sÒo reabsorvidos mais de quatro quintos da ßgua extraÝda do glomÚrulo, alÚm de vßrias substÔncias. A urina recÚm-formada atravessa a alþa de Henle e o t·bulo distal, onde tambÚm ocorre absorþÒo. O epitÚlio dos t·bulos despeja no meio urinßrio diferentes compostos, por meio de um mecanismo de secreþÒo ativa.
A excreþÒo e a absorþÒo nos rins Ú regulada por vßrios horm¶nios, entre os quais a vasopressina, ou horm¶nio antidiurÚtico da hip¾fise, e a aldosterona das glÔndulas supra-renais. Esses horm¶nios ativam a reabsorþÒo, caso a concentraþÒo de algumas substÔncias no plasma esteja muito baixa, ou aumentam sua eliminaþÒo, quando estß alta. AlÚm disso, se o grau de acidez dos lÝquidos orgÔnicos Ú mais elevado que o normal, o que Ú indicado por um pH baixo, o rim excreta maior quantidade de Ýons hidrogÛnio e reabsorve o Ýon bicarbonato, o que restabelece o equilÝbrio i¶nico. Se, ao contrßrio, o pH orgÔnico Ú alto (o que indica uma situaþÒo de forte basicidade), o rim reabsorve Ýons hidrogÛnio e excreta Ýons hidroxila.


Patologia. A doenþa mais importante que acomete os rins Ú a insuficiÛncia renal, aguda ou cr¶nica. A primeira se manifesta bruscamente, em geral por intoxicaþÒo ou infecþÒo bacteriana do glomÚrulo. A doenþa torna irregular a irrigaþÒo dos rins e reduz a formaþÒo de urina, mas costuma ser reversÝvel. A insuficiÛncia cr¶nica tem diversas causas, que podem ser infecciosas, congÛnitas ou metab¾licas (obstruþÒo das vias urinßrias por cßlculos). ╔ caracterizada por uma reduþÒo gradual do n·mero de nÚfrons ativos, retenþÒo de lÝquido, acidose e outros sintomas. Quando os rins sofrem um mal grave e seu funcionamento cai abaixo de nÝveis considerados mÝnimos, utilizam-se os chamados rins artificiais para realizaþÒo da dißlise, extraþÒo das substÔncias t¾xicas em excesso no sangue mediante difusÒo atravÚs de uma membrana semipermeßvel. TambÚm pode-se recorrer ao transplante de rins.

Veja também: