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Principais Problemas Ambientais no Brasil


  Meio Ambiente

Amazônia

Um dos principais problemas é o desmatamento ilegal e predatório. Madereiras instalam-se na região para cortar e vender troncos de árvores nobres. Há também fazendeiros que provocam queimadas na floresta para ampliação de áreas de cultivo (principalmente de soja).
Estes dois problemas preocupam cientistas e ambientalistas do mundo, pois em pouco tempo, podem provocar um desequilíbrio no ecossistema da região, colocando em risco a floresta.
Outro problema é a biopirataria na floresta amazônica. Cientistas estrangeiros entram na floresta, sem autorização de autoridades brasileiras, para obter amostras de plantas ou espécies animais. Levam estas para seus países, pesquisam e desenvolvem substâncias, registrando patente e depois lucrando com isso. O grande problema é que o Brasil teria que pagar, futuramente, para utilizar substâncias cujas matérias-primas são originárias do nosso território.

 

Mata Atlântica

A destruição da Mata Atlântica começou no início da colonização européia, com a extração do pau-brasil (Caesalpinia echinata) e continua até os dias atuais, principalmente pela pressão urbana.

A Mata Atlântica originalmente ocupava 16% do território brasileiro, distribuída por 17 Estados: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Minas gerais, Espírito Santo, Bahia, Alagoas, Sergipe, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Ceará, e Piauí. Atualmente este ecossistema está reduzido a menos de 7% de sua extensão original, dispostos de forma fragmentada ao longo da costa brasileira, no interior das regiões Sul e Sudeste, além de trechos nos estados de Goiás, Mato Grosso do Sul e no interior dos estados nordestinos.Do que se perdeu, pouco se sabe, milhares, ou talvez milhões, de espécies não puderam ser conhecidas.

Das espécies vegetais, muitas correm risco de extinção por terem seu ecossistema reduzido, por serem retiradas da mata para comercialização ilegal ou por serem extraídas de forma irracional como ocorreu com o pau-brasil e atualmente ocorre com o palmito juçara (Euterpe edulis), entre muitas outras espécies.
Para a fauna, observa-se um número elevado de espécies ameaçadas de extinção, sendo a fragmentação deste ecossistema, uma das principais causas. A fragmentação do habitat de algumas espécies, principalmente de mamíferos de médio e grande porte, faz com que as populações remanescentes, em geral, estejam subdivididas e representadas por um número consideravelmente pequeno de indivíduos.
Apesar de toda a destruição que o ecossistema vem sofrendo, aproximadamente 100 milhões de brasileiros dependem desta floresta para a produção de água, manutenção do equilíbrio climático e controle da erosão e enchentes.

Pantanal

No Pantanal, os principais impactos ambientais podem ser enumerados a partir dos seguintes fatores:
Pecuária extensiva – Emulação com a fauna nativa.
Pesca predatória e caça ao jacaré – redução das reservas pesqueiras e possibilidade de extinção de algumas espécies de animais.
Garimpo de ouro e pedras preciosas – Processo de erosão, contaminação dos rios.
Turismo e migração desordenada e predatória – Fogos na região, causando a morte das aves.
Aproveitamento dos cerrados - A má administração das lavouras causa grandes erosões no solo e a utilização de biocidas e fertilizantes contamina os rios.
Plantio de cana-de-açúcar - Provoca dano à preservação ambiental, trazendo grandes perigos para a contaminação de rios.

Cerrado

O cerrado é o ecossistema brasileiro que mais sofreu alteração com a ocupação humana. Atualmente, vivem ali cerca de 20 milhões de pessoas. A atividade garimpeira, por exemplo, intensa na região, contaminou os rios de mercúrio e contribuiu para seu assoreamento. A mineração favoreceu o desgaste e a erosão dos solos. Nos últimos 30 anos, a pecuária extensiva, as monoculturas e a abertura de estradas destruíram boa parte do cerrado. Hoje, menos de 2% está protegido em parques ou reservas.

Caatinga

Na Caatinga, vegetação nativa e solos agricultáveis estão em franco desaparecimento. A pecuária e o reflorestamento, sobretudo com Algaroba (Prosopis sp.) e sua exploração como lenha e carvão vegetal, tem sido a única alternativa econômica do sertanejo. Em seu conjunto, a região semi-árida está inserida num contexto onde a ação antrófica tem contribuído para o avanço sobre remanescentes florestais que, em determinados casos, é substituído ou seletivamente explorado, causando uma degeneração da composição das matas nativas da região. Por outro lado, no vale do São Francisco, onde existe elevado potencial para irrigação, já desponta uma agricultura moderna, com elevada produtividade, e boa parte da produção direcionada para o mercado externo. Devido aos elevados índices de aridez que caracteriza a maior parte da região, o uso da terra está diretamente ligado à disponibilidade de água nos solos. As terras agrícolas estão localizadas em áreas de baixadas, tabuleiros e terraços aluviais de solos profundos, com boa retenção de umidade. Nestes solos alcançam-se elevadas produtividades, o que compensa as perdas nos anos de maior déficit hídrico. Assim, a agricultura irrigada, que já ocupa uma área superior a 640 mil hectares, é uma atividade econômica de grande significado para a região nordestina. Incentivou o surgimento de diversas agroindústrias, propiciando a verticalização da produção. Todavia, a má drenagem tem provocado um sério problema de salinização.

De resto, tende a se tornar mais grave o problema da desertificação. Estudo recente do Núcleo Desert da Universidade Federal do Piauí constatou que em 71 microregiões o empobrecimento generalizado dos recursos da terra já atinge mais de 52 mil hectares.

Mata de Araucária

Possuindo muitas madeiras de grande valor econômico - o próprio pinheiro-do-Paraná serve para construção bem como fonte de celulose - esta formação vegetal foi muito devastada pelo homem nos últimos anos, correndo agora o risco de desaparecer. O solo descoberto, deixado no lugar da antiga mata, sofre erosão e carregamento pela chuva; provocando assoreamento nos rios e grandes enchentes, como a que atingiu Santa Catarina em 1983.
Mesmo os incentivos ao reflorestamento, fornecidos pelo governo, não obtiveram os efeitos desejados, já que utilizam-se, para isso, de espécies exóticas (estrangeiras) de rápido crescimento e maior produtividade, como o pinus e o eucalipto. Com isso descaracteriza-se tremendamente a comunidade desse ecossistema, eliminando a possibilidade de existência dos animais que dependem dos pinhões.

Pampas

Nos Pampas, a agropecuária tem bastante força, o que vem provocando problemas ambientais, como a erosão do solo. Cerca de 50% deste, é ocupado por áreas rurais: valor relativamente pequeno, se comparado aos outros biomas. Entretanto, os Pampas é o que possui menor porcentagem territorial destinada à conservação e um dos menos estudados.


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