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Poluição atmosférica


  Meio Ambiente

A poluição do ar acontece quando o lançamento de alguma substância na atmosfera, por ação antrópica (do homem) ou natural, torna-a direta ou indiretamente prejudicial à saúde humana ou ao meio ambiente. Como exemplo, o SO2 lançado no ar, por veículos ou instalações industriais, pode provocar ou agravar problemas respiratórios ao serem inalados, além de contribuir para a formação da chuva ácida.

A poluição atmosférica pode ser um processo natural, como é o caso da produção do gás CH4 pelo processo de digestão de alguns animais, atividades vulcânicas e tempestades; ou humano, como na utilização de veículos automotores ou em processos industriais.

Segundo o site do INEA, desde 1985, as emissões veiculares de poluentes atmosféricos vêm sobrepujando aquelas realizadas industrialmente. Hoje, as emissões de poluentes atmosféricos veiculares na região metropolitana do Rio de Janeiro são cerca de 3,5 vezes maior em relação às emissões de poluentes industriais no ar.

Poluentes, suas consequências e classificações

Os poluentes atmosféricos podem ser gases ou sólidos em suspensão (poeiras). Os gases CH4 e CO2 são considerados gases estufa pois absorvem radiação no infravermelho e contribuem para o efeito estufa. Óxidos de nitrogênio (NOX), de enxofre (SOX) e CO2 são óxidos ácidos e agentes de formação da chuva ácida. Materiais particulados e os gases nitrogenados e sulfurados (que contém S) citados ainda podem ainda ser nocivos à saúde humana, provocando problemas no aparelho respiratório após inalação. Os CFC’s (clorofluorcarbonetos ou clorofluorcarbonos) produzidos por aparelhos de refrigeração ou propelentes aerossóis reagem com moléculas de ozônio na camada de ozônio, reduzindo seu tamanho, o que pode ser prejudicial ao ser humano uma vez que o ozônio é responsável por filtrar a radiação ultravioleta da radiação solar.

NO(g) e SO2(g) são considerados poluentes primários pois são emitidos diretamente das fontes de emissão (veículos e indústrias). NO2(g) e SO3(g) são considerados poluentes secundários pois são produzidos pela reação de poluentes primários, NO(g) ou SO2(g), com O2(g), um componente natural do ar atmosférico.

Outros poluentes primários: sulfeto de hidrogênio (H2S), amônia (NH3), monóxido de carbono (CO), dióxido de carbono (CO2) e metano (CH4). Outros poluentes secundários: peróxido de hidrogênio (H2O2), ácido sulfúrico (H2SO4), ácido nítrico (HNO3), nitratos (NO−3), os sulfatos (SO−4), o ozônio (O3)

Indústrias são consideradas fontes fixas de emissão enquanto veículos automotores são classificados como fontes móveis. Materiais sólidos em suspensão (poeiras) são considerados material particulado. De acordo com o tamanho do material, estes classificam-se como partículas totais em suspensão ou partículas inaláveis.

Qualidade do ar

A qualidade do ar é medida por monitoramento de alguns poluentes que são mundialmente aceitos como indicadores de qualidade do ar. Os indicadores são: dióxido de enxofre (SO2), partículas totais em suspensão (PTS), partículas inaláveis (PM10), monóxido de carbono (CO), oxidantes fotoquímicos expressos como ozônio, hidrocarbonetos totais (HC) e dióxido de nitrogênio (NO2).

Regiões mais urbanizadas têm a tendência de poluir mais. De acordo com o INEA, a região metropolitana do Rio de Janeiro tem a segunda maior concentração de fontes emissoras de poluentes no país. Dentre as fontes poluidoras, a que mais se destaca é a do tráfego veicular, com 77% dos poluentes atmosféricos emitidos.

Segundo um artigo publicado no site do G1 de São Paulo que traz um estudo realizado pelo Instituto Saúde e Sustentabilidade, a poluição do ar provocou a morte de 2 milhões de pessoas no mundo em 2011, número muito superior aos 800 mil de décadas atrás. Deste total, 65% eram da Ásia.

Chuva ácida

Dois poluentes importantes causadores da chuva ácida, SO3 e NO2 são originados em indústrias ou veículos: motores e fornos industriais trabalham em temperaturas elevadas e promovem a reação entre N2(g) e O2(g), produzindo NO(g) na atmosfera. Ademais, impurezas contendo enxofre são encontradas em combustíveis fósseis como carvão, gasolina ou diesel, as quais reagem no motor formando SO2(g). NO(g) e SO2(g) são oxidados na atmosfera pelo gás oxigênio (O2) dando origem a SO3(g) e NO2(g). Estes, quando dissolvidos na água da chuva reagem e formam os ácidos H2SO4, HNO3. A presença destes ácidos promove a acidificação das gotículas que, uma vez ácidas, podem causar alterações daninhas ao entrarem em contato com solos, lagos, monumentos ou materiais suscetíveis à ação ácida.

Como consequência, a chuva ácida promove a alteração do pH de lagos, normalmente entre 6,5 e 7, que afeta a vida marinha podendo ocasionar a morte de uma diversidade elevada de peixes e plantas se o lago alcançar pH’s entre 4 e 4,5, além de afetar os animais que vivem no entorno destes ambientes, se alimentando neles. A chuva ácida pode ainda provocar o carreamento de alguns metais pesados, presentes em solos, para os lagos por um processo de solubilização destes metais, denominado lixiviação. Ademais, monumentos históricos feitos de CaCO3(s) podem ser deteriorados com a incidência de precipitação ácida.

Efeito estufa

O efeito estufa é um fenômeno natural que está associado à manutenção de temperaturas mais amenas no planeta. O processo acontece da seguinte forma: a radiação solar que atinge a superfície da Terra é absorvida e parte dela é reemita na forma de radiação no infravermelho. Esta radiação é absorvida por gases estufa como o CO2 ou CH4, que formam um “cortina de gases” na atmosfera e mantêm a radiação no planeta, aquecendo-o.

A concentração do principal gás estufa vem aumentando de forma incomum e acentuada nas últimas décadas, promovendo a intensificação do processo com consequências potencialmente trágicas para o planeta, como alagamento de cidades litorâneas ou fenômenos climáticos mais intensos. As principais fontes emissoras de CO2 na atmosfera são as queimadas, queima de combustíveis fósseis e atividades industriais. Para amenizar o processo, é importante que lancemos mão de atividades que reduzam a emissão de CO2 na atmosfera como plantar árvores ou reduzir a utilização de veículos motorizados. Politicamente, é importante também pressionar os governantes em prol de políticas que melhorem a qualidade do ar e reduzam a emissão de substâncias prejudiciais ao meio ambiente e à saúde humana, as principais vítimas deste processo.


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