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Pirarucu


  Taxonomia
Um dos maiores peixes de água doce do Brasil, o pirarucu é nativo da bacia amazônica, onde a exploração das várzeas o ameaçou de extinção.
Pirarucu (Arapaima gigas) é um peixe da família dos arapaimídeos que alcança mais de dois metros de comprimento e até 200kg de peso. Tem a cabeça pequena, alongada e achatada. As nadadeiras dorsal e anal estão deslocadas para trás, junto à pequena cauda. O corpo é de cor escura no dorso, mas da metade para trás as escamas têm orlas vermelhas, cor que se acentua ainda mais na região caudal. Sua língua óssea e comprida, recoberta de espinhos rijos, é utilizada para ralar vários produtos, como o guaraná em bastão, e até para lixar madeiras. As escamas, muito grandes e consistentes, prestam-se à confecção de vários objetos de artesanato.
Embora não seja veloz nadador, é capaz de executar rápidos movimentos, especialmente quando tenta abocanhar a presa, apesar de seu grande porte. Dá preferência às águas mansas das várzeas, cobertas de vegetação, e vem constantemente à superfície para absorver maior quantidade de oxigênio. Atinge a maturidade sexual no quinto ano de vida, nidifica e protege a prole, sendo a fêmea capaz de gerar, em cada ninhada, até dois mil alevinos.
Peixe carnívoro, o pirarucu foi introduzido em açudes nordestinos especialmente para combater as piranhas. Aí aclimatou-se muito bem, mas não correspondeu ao objetivo biológico almejado. No Rio de Janeiro, uma experiência bem-sucedida conseguiu aclimatá-lo às águas do rio Paraíba do Sul e ao clima do estado. Na Amazônia, além de sofrer as conseqüências da destruição das várzeas, é muito afetado pela captura intensiva, sempre superior à renovação natural da espécie.

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