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Pingüim


  Taxonomia
Limitados ao hemisfério sul e concentrados em grandes colônias em ilhas ao redor da Antártica, os pingüins são as aves que melhor se adaptam ao frio e à água.
Pingüim é uma ave da família dos esfeniscídeos, com seis gêneros e 18 espécies, sete das quais ocorrem na América do Sul: uma nas costas do Peru, outra nas ilhas Galápagos e cinco nas ilhas Malvinas (Falkland). Ave marinha por excelência, é incapaz de voar e desajeitada em terra, mas nada velozmente embaixo d"água e bóia à vontade na superfície. Exemplares das espécies pingüim-de-magalhães (Spheniscus magellanicus), pingüim-de-testa-amarela (Eudyptes chrysolophus) e pingüim-de-penacho-amarelo (E. crestatus), aparecem eventualmente nas praias do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, ou em pontos bem mais ao norte, trazidos por tempestades ou correntes.
As espécies diferem pela aparência da cabeça e pelo porte, que varia de quarenta centímetros, no pingüim-duende (Edyptula minor), a quase 1,20m, no pingüim-imperador (Aptenodytes forsteri). O macho e a fêmea são semelhantes, tanto no tamanho quanto na plumagem. O pingüim-de-adélia (Pygoscelis adeliae) e o pingüim-imperador têm dorso negro e peito e barriga brancos.
Os pingüins pescam em bandos e podem passar muitas semanas no mar, alimentando-se de pequenos peixes, lulas e crustáceos. As asas não dispõem de rêmiges --penas longas para o vôo -- e funcionam como remos que impulsionam o corpo quando os bandos fogem de seu maior inimigo, o lobo-marinho. Têm pernas curtas e patas palmadas, das quais se valem como leme ao nadar. Em terra, andam eretos, deslizam sobre a barriga e tiram partido da cauda rudimentar e rija, na qual se apóiam ao sentar. O revestimento compacto de penas e uma grossa camada de gordura protegem-nos do frio. As narinas são fendas quase imperceptíveis, mas glândulas nasais bem desenvolvidas facilitam a excreção do sal contido na água.
A maioria das espécies procria no fim do ano em grandes colônias, quer em ilhas oceânicas da zona subantártica, quer em pontos frios e ricos em vida marinha do litoral da África, Austrália, Nova Zelândia e América do Sul. Certas espécies escavam a terra para improvisar os ninhos; outras nidificam em lugares pedregosos. Os ovos, em geral um ou dois, são chocados pelo macho e pela fêmea.