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Pierre-Joseph Proudhon


  Biografias
As idÚias de Proudhon, embora Ós vezes formuladas de maneira um tanto obscura, influenciaram organizaþ§es de trabalhadores no mundo inteiro e contribuÝram para a formaþÒo dos movimentos sindicais mais poderosos da Europa, em paÝses como Espanha, Franþa, Itßlia e R·ssia.
Pierre-Joseph Proudhon nasceu em Besanþon, Franþa, em 15 de janeiro de 1809. Oriundo de famÝlia pobre, aos 18 anos comeþou a trabalhar como aprendiz numa tipografia, onde conheceu liberais, socialistas e o utopista Charles Fourier, que muito o influenciou. Estudou sozinho grego, latim e hebreu. Em 1838 foi para Paris, jß diplomado pela faculdade de Besanþon. Dois anos depois publicou Qu"est-ce que la propriÚtÚ? (1840; Que Ú propriedade?), em que declarava-se anarquista e afirmava que "a propriedade Ú um roubo". O livro causou polÛmica, embora o pensador nÒo se referisse Ó pequena propriedade individual, mas Óquela que permitia a exploraþÒo do homem pelo homem.
Ap¾s a absolviþÒo num processo pelas teses formuladas em Avertissement aux propriÚtaires (1842; AdvertÛncia aos proprietßrios), ocasiÒo em que os juÝzes declararam-se incompetentes para julgß-lo por nÒo terem compreendido sua obra, Proudhon rumou para Lyon e se empregou no comÚrcio. Entrou, entÒo, em contato com a sociedade secreta dos mutualistas, tecel§es organizados que haviam formulado uma doutrina segundo a qual as fßbricas da nascente sociedade industrial deveriam ser administrados por associaþ§es de trabalhadores. Estes, por sua atuaþÒo econ¶mica mais que pela revoluþÒo violenta, transformariam as estruturas sociais. Em homenagem a esses trabalhadores, Proudhon chamou "mutualismo" seu sistema polÝtico.
Em viagens a Paris, Proudhon conheceu Karl Marx, Mikhail Bakunin e outros revolucionßrios. Seu livro SystÞme des contradictions Úconomiques, ou philosophie de la misÞre (1846; Sistema de contradiþ§es econ¶micas ou filosofia da misÚria), em que defendia o estado centralizado e criticava o autoritarismo comunista, suscitou a resposta de Marx em MisÞre de la philosophie (1847; MisÚria da filosofia). Em Paris, participou sem convicþÒo da revoluþÒo de 1848 e fracassou na criaþÒo de um banco nacional de crÚdito gratuito. Foi encarcerado, de 1849 a 1852, devido a crÝticas que fez a NapoleÒo III. Durante o perÝodo de prisÒo, escreveu IdÚe gÚnÚrale de la rÚvolution au XIX siÞcle (1851; IdÚia geral da revoluþÒo no sÚculo XIX), em que expunha a visÒo de uma sociedade mundial federalista, sem fronteiras nem estados nacionais, descentralizada em comunas e governada por autogestÒo. Seu apelo Ó uniÒo entre burgueses e proletßrios fez com que fosse tachado de reacionßrio pelos comunistas.
Mesmo depois de libertado, viveu sob vigilÔncia policial pela publicaþÒo de De la justice dans la rÚvolution et dans l"Úglise (1858; A justiþa na revoluþÒo e na igreja), obra violentamente anticlerical, e exilou-se em Bruxelas. De volta a Paris em 1864, sintetizou suas idÚias polÝticas em Du principe fÚdÚratif (1863; Do princÝpio federativo). Proudhon morreu em Paris em 19 de janeiro de 1865. Anos mais tarde, o anarquista russo Mikhail Bakunin reconheceu-o como "mestre de todos n¾s".

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