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Pierre e Marie Curie


  Biografias
Os trabalhos de pesquisa de Pierre e Marie Curie tornaram possível o aproveitamento das propriedades radioativas dos elementos químicos e a criação de tecnologias relacionadas ao uso dos raios X e da energia nuclear.
Pierre Curie nasceu em 15 de maio de 1859 em Paris. O pai, um médico apaixonado pela matemática, desempenhou papel fundamental em sua formação científica, incentivando-o nos estudos de geometria espacial, disciplina para a qual demonstrava grande aptidão. Aos 18 anos Pierre formou-se em ciências e ocupou o cargo de pesquisador de laboratório na Sorbonne. Ali conheceu Marie, com quem se casou em 1895, mesmo ano em que obteve o grau de doutor defendendo uma tese sobre eletromagnetismo.
Maria Sklodowska nasceu em 7 de novembro de 1867 em Varsóvia, Polônia. Filha de um professor de matemática, custeou os estudos de medicina da irmã Bronia antes de transferir-se para Paris, em 1891. Dois anos mais tarde formou-se em física e, em 1894, em matemática. Durante esse período, trabalhou no laboratório de pesquisas de Gabriel Lippmann.
O casal Curie formou uma notável parceria e fez grandes descobertas, como o polônio, elemento químico assim denominado em homenagem à terra natal de Marie, e o rádio, ambos de importância fundamental no grande avanço que seus estudos imprimiram ao conhecimento da estrutura da matéria. O rádio foi assim chamado depois que o casal Curie constatou nesse elemento o fenômeno físico descrito por Henri Becquerel em 1896 e que ele chamou radioatividade.
Nas pesquisas dos Curie, Pierre dedicava-se ao estudo da radioatividade e Marie se ocupava dos tratamentos químicos, particularmente no da pechblenda ou uraninita, mineral no qual havia sido detectada uma radioatividade superior à do urânio puro.
Suas grandes descobertas proporcionaram a Pierre e Marie o Prêmio Nobel de física em 1903. Os trabalhos sobre elementos radioativos continuaram sendo desenvolvidos em conjunto, até o falecimento de Pierre Curie num acidente de trânsito, em 19 de abril de 1906. Marie Curie substituiu então o marido na cátedra de física da Sorbonne e foi a primeira mulher a ocupar tal cargo na França.
Em 1911 Marie ganhou um segundo Prêmio Nobel, desta vez de química, por conseguir isolar o rádio metálico puro. Em honra ao casal Curie, o elemento químico de número atômico 96 foi batizado com o nome de cúrio e a unidade de medida da radioatividade chamou-se curie. Durante a primeira guerra mundial, com a ajuda da filha Irène, Marie devotou-se ao desenvolvimento das técnicas da radiografia. Foi também ela quem primeiro percebeu a necessidade de acumular fontes de radioatividade intensa para o tratamento de doenças e para realizar pesquisas de física nuclear. A formação de reservas por ela incentivada foi decisiva até o aparecimento dos aceleradores de partículas, depois de 1930.
A partir de 1918, Irène, que mais tarde se casaria com o físico Frédéric Joliot, começou a colaborar na cátedra da mãe e, posteriormente, junto com o marido, descobriu a radioatividade artificial. Isso valeu ao casal Joliot-Curie o Prêmio Nobel de química em 1935. Marie Curie morreu em 4 de julho de 1934, perto de Sallanches, França, de leucemia provocada por anos de exposição à radioatividade sem nenhuma proteção.

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