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Pica-pau


  Taxonomia
É para procurar alimento que os pica-paus bicam os troncos das árvores: ao baterem na casca, notam as partes ocas, onde há insetos, ovos ou larvas escondidos, e, para apanhá-los com a língua, começam a perfurar a madeira. O trabalho de martelar as árvores serve também para a abertura de cavidades que servirão como ninho.
Pica-pau é a denominação genérica das aves da família dos picídeos, que engloba mais de 200 espécies de vários gêneros, como Picumnus, Colaptes, Piculus, Celeus, Dryocopus, Veniliornis e Melanerpes, todos representados no Brasil. Ocorrem em quase todo o mundo, com exceção da Oceania e da Nova Guiné. Uma das menores espécies brasileiras é o pica-pau-anão-pintalgado (Picumnus pygmaeus), de dez centímetros de comprimento, enquanto o pica-pau-do-campo (Colaptes campestris), de 32cm, está entre as maiores.
Os pica-paus brasileiros alimentam-se principalmente de cupins, formigas e besouros. Em certas espécies, a língua é até cinco vezes mais longa do que o bico. O trabalho de martelar as árvores impôs uma série de especializações anatômicas, entre as quais o bico rijo e reto e a conformação reforçada do crânio, vértebras e musculatura do pescoço, que se conjugam para proteger o cérebro contra o excesso de trepidação. Os pés zigodáctilos, com dois dedos para a frente e dois para trás, associam-se ao uso da cauda para dar apoio ao corpo e facilitar a escalada dos troncos. A fêmea põe de dois a quatro ovos, a serem chocados pelo casal, que se reveza na tarefa durante 12 a 14 dias. Os filhotes nascem cegos e nus e podem levar mais de cinco semanas para sair ao ar livre.

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