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Peste


  Patologias

Uma pandemia que assolou a Europa no sÚculo XIV dizimou a populaþÒo do continente e passou para a hist¾ria como a "peste negra". Em proporþ§es menos calamitosas, a doenþa reapareceu ciclicamente. No final do sÚculo XX, ainda devastava regi§es isoladas da ┴sia e da ┴frica.
Peste Ú uma doenþa infecciosa aguda de elevado grau de mortalidade, caracterizada por inflamaþÒo dos gÔnglios linfßticos e septicemia, derivada da penetraþÒo de microrganismos patogÛnicos na corrente sang³Ýnea. Seu agente bacteriano, denominado Yersinia pestis ou Pasteurella pestis, foi isolado em 1894 pelo cientista francÛs de origem suÝþa Alexandre Yersin. O termo peste tambÚm Ú empregado para designar doenþas de animais, como a peste bovina, e as pragas que infestam as plantaþ§es.
As numerosas epidemias de peste registradas ao longo da hist¾ria foram desencadeadas por bactÚrias que podem provocar trÛs variedades patol¾gicas: a bub¶nica, a septicÛmica e a pneum¶nica ou pulmonar. A peste bub¶nica se caracteriza pela inflamaþÒo dos n¾dulos linfßticos; a peste septicÛmica apresenta escassas manifestaþ§es exteriores, mas tem igual gravidade; a peste pulmonar se distingue pela infecþÒo nos pulm§es, mortal a curto prazo.
A peste Ú uma zoonose -- doenþa de animais transmissÝvel ao homem -- que afeta roedores urbanos como o rato-negro (Rattus rattus) e o rato-de-esgoto (Rattus norvegicus), alÚm de outros gÛneros silvestres como a marmota e o esquilo. O vetor de transmissÒo para o homem sÒo pulgas como a Xenopsilla cheopis ou a Ceratophyllus. O perÝodo de incubaþÒo da doenþa varia de poucas horas atÚ cinco dias. O processo patol¾gico inclui calafrios, febre, nßuseas, v¶mitos e ulceraþÒo e supuraþÒo dos gÔnglios linfßticos. A variedade septicÛmica se caracteriza pela transmissÒo por inalaþÒo, e nÒo por picadas de insetos.


Tratamento e profilaxia. Sem tratamento adequado, a peste apresenta um progn¾stico letal em aproximadamente sessenta por cento dos casos. Para a cura, portanto, Ú fundamental a rapidez do diagn¾stico. O tratamento se baseia na administraþÒo de doses elevadas de antibi¾ticos do grupo dos aminoglucosÝdeos, em especial a estreptomicina. Quanto Ó prevenþÒo, tende-se Ó eliminaþÒo dos vetores e focos mediante o uso de inseticidas e raticidas, o isolamento dos doentes e o estrito controle sanitßrio do meio ambiente. Existem vacinas que devem ser administradas repetidas vezes para assegurar a imunidade. A aplicaþÒo de novos mÚtodos terapÛuticos e profilßticos contribuiu em boa parte para a reduþÒo da incidÛncia de epidemias de peste, como das demais doenþas infecciosas.c

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