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Patativa


  Taxonomia

Como várias espécies às quais é aparentada e que também são chamadas papa-capins devido ao hábito de se alimentarem de sementes de gramíneas, a patativa se distingue pelos dotes canoros. Seu canto fino e melodioso apresenta com frequência duas ou três sílabas bem pronunciadas e repetidas, além de gorjeios rápidos e eventuais imitações das vozes de outros pássaros, como o bem-te-vi.

Pássaro da família dos fringilídeos, a mesma do canário-da-terra, do azulão e do tiziu, a patativa-verdadeira (Sporophila plumbea) mede 10,5cm de comprimento e ocorre em quase todo o Brasil. Muito visada pelo comércio clandestino de aves, tornou-se rara nas proximidades dos centros urbanos e refugiou-se em orlas de matas, buritizais, longos trechos de cerrado e áreas de vegetação ribeirinha.

O macho é cinza-azulado, com barriga branca e espelhos brancos nas asas. A fêmea e os filhotes são pardos e mais claros nas partes inferiores. As várias espécies de Sporophila podem cruzar entre si, gerando híbridos ou mutantes naturais de classificação quase impossível.

Entre elas distinguem-se: o chorão, patativa-chorona ou boiadeiro (S. leucoptera), de 12,5cm; o coleirinho (S. caerulescens), de 11cm; o bigodinho ou cigarrinha (S. lineola), também de 11cm; e, ligeiramente menor, o golinho ou brejal (S. albogularis), típico do Nordeste. Também fringilídeo, mas de outro gênero, é a patativa-da-amazônia (Catamenia homochroa), de 13,5cm.



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