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Pardal


  Taxonomia
Originário da Europa, o pardal foi introduzido no Rio de Janeiro em 1903 porque se supunha seria útil às campanhas de higiene então em curso na cidade, por devorar insetos transmissores de doenças. Os pássaros soltos no Campo de Santana multiplicaram-se com excessiva rapidez e em meados do século XX rara era a cidade brasileira aonde ainda não tivessem chegado.
Pardal (Passer domesticus) é uma ave passeriforme da família dos ploceídeos. Tem cerca de 15cm, trinta gramas, e porte semelhante ao do tico-tico brasileiro. No macho, a coloração parda da plumagem mescla-se a tons ferruginosos, com uma mancha preta que abrange o peito e o pescoço; as asas, malhadas também de preto, têm listras brancas. A fêmea tem coloração uniforme, mais tendente ao castanho.
Urbano por excelência, o pardal é onívoro: além de comer insetos, devora brotos, cata restos no lixo e usa o bico forte e cônico para esmagar sementes. Tem dedos curtos, mas é ágil nas árvores e se movimenta no chão com pequenos pulos. A voz, grossa e ruidosa, chama a atenção quando os bandos se reúnem no lugar de dormida. Gregário, nidifica em geral em colônias que se instalam em calhas, fendas, beirais e cavidades de todo tipo nas construções humanas.
Ao cortejar a fêmea, o macho levanta a cauda, mantém as asas caídas e emite seguidos gritos. Os casais que se formam, se não são inseparáveis, parecem pelo menos passar longo tempo juntos. Os ninhos, usados mais de uma vez, são feitos de capim, algodão, farrapos de vários tipos, e não raro atapetados com algumas penas. Os ovos, até quatro por postura, são incubados pelo casal em 12 dias, registrando-se em cada período de reprodução várias posturas. Os filhotes são alimentados pelos pais bico a bico, a princípio com bolinhas de alimento cevado e depois com larvas de artrópodes. Com cerca de dez dias abandonam os ninhos, aos quais porém podem voltar para dormir algum tempo.
Apesar de arisco, incapaz de se deixar amansar e muito bem-sucedido nas táticas de sobrevivência, o pardal não mais se adapta à vida em lugares onde não habite o homem. A proliferação o tornou malvisto, pois pode ser portador de microrganismos patogênicos, como o da toxoplasmose, e dar lugar em seus ninhos a muitos ácaros e até mesmo ao barbeiro, transmissor da doença de Chagas.

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