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Paisagem


  Geografia Fisica
No desempenho de suas atividades econ¶micas, o homem modifica o ambiente em que vive: corta ou planta ßrvores, ara terras, constr¾i edifÝcios e caminhos, perfura montanhas para abrir t·neis ou minas, lanþa resÝduos orgÔnicos e industriais na atmosfera, nos rios e no mar, canaliza as ßguas superficiais. O resultado de tudo isso Ú a paisagem geogrßfica, sÝntese dos elementos naturais e da aþÒo transformadora dos seres humanos.
Paisagem, em sentido geral, Ú toda porþÒo de terreno contemplada de uma perspectiva natural ou estÚtica. Para a ciÛncia geogrßfica, porÚm, o termo tem significaþÒo especÝfica e refere-se ao pr¾prio objeto da geografia. Nesse sentido cientÝfico, paisagem Ú o resultado da combinaþÒo, num dado territ¾rio, dos elementos fÝsicos, biol¾gicos e humanos que constituem sua unidade orgÔnica e se encontram estreitamente relacionados. Para muitos autores, o objeto da ciÛncia geogrßfica Ú o estudo das paisagens terrestres em sua estrutura, gÛnese e funþÒo. A geografia geral estuda e classifica os diversos tipos de paisagem da superfÝcie terrestre.
O conceito geogrßfico de regiÒo refere-se a territ¾rios vinculados segundo raz§es econ¶micas e polÝticas de carßter funcional, enquanto a paisagem  constitui um espaþo territorial caracterizado por seus elementos externos ou formais. Numa mesma regiÒo se podem achar vßrias paisagens (marÝtimas e naturais, agrÝcolas, industriais etc.).
No desenvolvimento da ciÛncia geogrßfica, o  conceito de paisagem teve importÔncia fundamental na delimitaþÒo do campo de estudo. Na antiguidade, a relaþÒo entre os elementos fÝsicos e humanos da paisagem foi estabelecida pela primeira vez nos tratados de EstrabÒo e dos ge¾grafos da escola de Alexandria. Na Úpoca dos grandes descobrimentos e da expansÒo europÚia, o progresso das ciÛncias naturais contribuiu para a descriþÒo minuciosa de aspectos fÝsicos do ambiente.
No comeþo do sÚculo XIX, Alexander von Humboldt definiu paisagem em sentido ainda estritamente natural, e Carl Ritter descobriu a inter-relaþÒo entre a atividade do homem e o meio natural, o que deu origem Ó geografia humana. A escola alemÒ desenvolveu uma concepþÒo determinista da geografia, pela qual o meio condicionaria rigidamente a atividade e a cultura humanas. Na Franþa, a escola possibilista, representada sobretudo por Paul Vidal de La Blache, defendeu a influÛncia do homem no meio, ao longo da evoluþÒo hist¾rica e segundo seus pr¾prios interesses.
A partir do fim do sÚculo XIX, quando William Morris Davis definiu as paisagens morfol¾gicas conforme seus processos de formaþÒo, os ge¾grafos desenvolveram os conceitos de paisagem natural, humanizada e geogrßfica global. Um passo decisivo nessa evoluþÒo te¾rica foi a classificaþÒo pelos elementos constitutivos, entre os quais o clima, bem diferenþado em grandes regi§es terrestres e em microclimas locais; o relevo, marcado pelos processos de orogÛnese e erosÒo; a vegetaþÒo e, de forma em geral subordinada, a fauna; e a aþÒo humana, determinada pelo desenvolvimento econ¶mico e cultural de cada povo ou civilizaþÒo.
Todos esses elementos interagem: o relevo afeta o clima, o qual influi nas formas de vegetaþÒo, cuja maior ou menor densidade favorece ou dificulta a erosÒo etc. A relaþÒo entre os elementos e agentes da paisagem tende a um equilÝbrio dinÔmico e instßvel, em constante transformaþÒo. Atualmente, quase todas as paisagens da Terra, salvo as polares, os altos cumes das cordilheiras, as matas virgens e o interior dos desertos, tÛm carßter humanizado ou cultural em maior ou menor medida.
O grau mais alto de humanizaþÒo da paisagem Ú atingido na cidade, onde a transformaþÒo cultural Ú quase absoluta. As paisagens rurais, muito diferentes, sÒo qualificadas pelos usos agrÝcolas, pecußrios e florestais do territ¾rio, assim como por outros fatores de carßter econ¶mico (estradas, ferrovias, minas e ind·strias). As paisagens em que a aþÒo do homem nÒo se imp¶s de forma determinante sobre o meio sÒo predominantemente naturais, como as matas e pradarias, cuja conservaþÒo inclui o aproveitamento racional dos recursos, ou as estepes e tundras, territ¾rios de escasso valor econ¶mico.
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