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Oscar Niemeyer


  Biografias

Reconhecido internacionalmente como um dos grandes renovadores da arquitetura no século XX, Oscar Niemeyer uniu o talento à defesa da liberdade plástica e construiu obras de destacado valor em vários países do mundo.
Oscar Niemeyer Soares Filho nasceu em 15 de dezembro de 1907 no Rio de Janeiro RJ. Formou-se pela antiga Escola Nacional de Belas-Artes e, em 1936, integrou o grupo liderado por Lúcio Costa que, sob orientação do arquiteto franco-suíço Le Corbusier, projetou a sede do Ministério da Educação e Saúde  (hoje palácio Gustavo Capanema) no Rio de Janeiro RJ.
Seu primeiro trabalho individual foi para a associação beneficente Obra do Berço, no Rio de Janeiro, em 1938. O prédio revela a influência de Le Corbusier e contém as principais inovações arquitetônicas da época, como quebra-sóis verticais. Em 1939, junto com Lúcio Costa, projetou o pavilhão brasileiro da Feira Internacional de Nova York.
De volta ao Brasil, Niemeyer foi convidado pelo então prefeito de Belo Horizonte, Juscelino Kubitschek, para projetar um conjunto arquitetônico para a Pampulha, bairro da capital mineira ainda em formação. O projeto, que se compõe de cassino (hoje museu), restaurante, clube náutico e igreja, marca o estágio em que Niemeyer se libertou da influência de Le Corbusier e abandonou o ângulo reto em favor das linhas curvas, concepção que predominou sobretudo na forma ondulada da igreja. Para dar à Pampulha características de integração artística, o projeto contou com a participação de Portinari, Burle Marx, Bruno Giorgi e outros, que colaboraram com pinturas, esculturas, jardins etc.
Em 1946 Niemeyer foi convidado a orientar, com dez arquitetos de renome internacional, o projeto da nova sede da Organização das Nações Unidas (ONU) em Nova York. O desenho final do edifício combinou dois projetos: o que havia sido apresentado pelo antigo mestre, Le Corbusier, e o do próprio Niemeyer. De volta ao Rio de Janeiro, projetou a sede do Banco Boavista, na avenida Presidente Vargas. Logo depois, realizou obras na capital paulista, entre elas o prédio da fábrica de biscoitos Duchen, em 1949; o centro comercial Montreal, em 1950; e o conjunto do parque Ibirapuera, obra comemorativa do quarto centenário da fundação de São Paulo.
A década de 1950 marcou a execução de obras para a cidade de Diamantina MG: um hotel, um clube e um aeroporto. Na capital mineira projetou, entre outros prédios, o conjunto residencial Juscelino Kubitschek, o ginásio estadual e o clube Monte Líbano, que não chegou a ser construído. Seu projeto, porém, apresentava as soluções das rampas envolventes que substituem pilotis, adotadas posteriormente por outros arquitetos. Em 1955, a convite do governo da Alemanha, planejou junto com 14 outros arquitetos os 15 prédios do bairro residencial de Hansa, projeto que foi a tal ponto desfigurado que Niemeyer sequer quis vê-lo depois de executado.
Em 1956, Juscelino Kubitschek, então presidente da república, encomendou ao arquiteto um projeto para a construção da nova capital do Brasil, Brasília. Por sugestão do próprio Niemeyer foi aberto concurso nacional para o plano geral da cidade. Lúcio Costa ganhou, e Niemeyer projetou os edifícios públicos que incluem o palácio da Alvorada (residência presidencial) e a capela anexa, o palácio do Planalto (sede do poder executivo), o edifício do Supremo Tribunal Federal e o do Congresso Nacional, a catedral e o Teatro Nacional. Assim como fizera na Pampulha, Niemeyer rejeitou os conceitos funcionalistas ou utilitários e idealizou obras de tal beleza que levaram as Nações Unidas a declarar Brasília patrimônio cultural da humanidade (dezembro de 1987). Entre viagens freqüentes, dedicou um período, na década de 1960, a atividades didáticas na Universidade de Brasília.
A consagração de seu talento veio com a exposição montada em 1964 no Musée des Arts Décoratifs, do Louvre, a primeira que a instituição dedicava a um arquiteto. Suas realizações se disseminaram pela Europa: torre da Defesa e sede do Partido Comunista Francês, em Paris; anexos da Universidade de Oxford, na Inglaterra; reurbanização do Algarve, em Portugal, e uma infinidade de outras.
Niemeyer fundou e dirigiu a revista Módulo (1955-1965), em que publicou inúmeros artigos. Escreveu os livros Minha experiência em Brasília (1961), Viagens: quase memórias (1968) e Minha vida de arquiteto (1973), publicado também na França e na Itália.

 


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