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Os Insetos


  Invertebrados

1. Os Insetos: Organização e Funcionamento

Essa classe constitui a mais numerosa e diversificada de todas as classes de seres vivos, não apenas de artrópodos. Suas características gerais já foram destacadas anteriormente.

Os insetoss são os reponsáveis pela polinização de mais de 70% de todas as plantas fanerógamas da terra, ou seja, plantas que possuem flores. Muitos estão diretamente relacionados com a transmissão de doenças para os seres humanos, como a malária, a doença de Chagas, a dengue, a febre amarela e outras. A produtividade agrícola e a estocagem dos alimentos sofrem grandes perdas pela ação destruidora de muitas espécies de insetos que devoram lavouras inteiras, como os gafanhotos, ou transmitem doenças para as plantações.

 

São adaptados para a vida terrestre, embora existam representantes aquáticos. Possuem uma espessa cutícula protetora, impermeável e resistente à dessecação. Apresentam respiração traqueal. Nesse tipo de respiração, o corpo é perfurado por dezenas de orifícios (espiráculos) que se comunicam com tubos (traquéias) que se ramificam e levam o ar diretamente ao contato com os tecidos. Dessa forma, o oxigênio entra e o gás carbônico é eliminado. Note que o sangue, chamado de hemolinfa, não participa das trocas gasosas e é desprovido de pigmentos transportadores de gases. O sistema circulatório dos insetos é do tipo aberto.


O corpo é dividido em três partes: cabeça, tórax e abdome. Nessas duas últimas partes, pode-se notar uma segmentação mais evidente. Na cabeça, encontram-se um par de antenas e um par de olhos não-pedunculados, ou seja, diretamente colocados junto à superfície. Esses olhos são compostos, e formam uma imagem "em mosaico". Cada unidade visual chama-se omatídeo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Junto à boca, estão as peças ou aparelhos bucais, equipamentos especializados nos diversos tipos de alimentação dos insetos. Há aparelhos bucais trituradores, sugadores, mastigadores, picadores, lambedores, etc.

O tórax dos insetos é composto de três subsegmentos. Em cada um deles, está um par de patas articuladas. Nos dois últimos subsegmentos do tórax, geralmente encontram-se um par de asas em cada um. Em algumas ordens de insetos, um desses pares de asas é modificado, e não serve diretamente para o vôo, embora possa auxiliá-lo. Nos besouros, o par anterior é espesso, formando uma carapaça protetora. Essas asas modificadas são chamadas élitros.

Os insetos desprovidos de asas, como as traças-dos-livros, são ápteros; os que possuem um par de asas são os dípteros; os que dispõem de 2 pares de asas são chamados tetrápteros.

Nos dípteros, o par posterior de asas é reduzido e serve como sistema de equilíbrio e direção, durante o vôo. Essas asas são chamadas balancins ou halteres.

Alguns insetos, como as formigas e os cupins, apresentam asas apenas nos seus estágios sexualmente ativos, enquanto os demais membros das sociedades não as possuem.

A excreção é feita pelos tubos de Malpighi. Estão mergulhados nas cavidades corporais (hemoceles) de onde retiram resíduos metabólicos, e abrem-se no intestino. Logo, os excretas são eliminados juntamente com as fezes. O principal resíduo metabólico dos insetos é o ácido úrico.

O sistema nervoso é ganglionar. Há um glânglio cerebróide bem desenvolvido e um cordão nervoso ventral, ao longo do qual há outros gânglios nervosos menores mais com alguma autonomia.

 

2. Reprodução, Diversidade e Estrutura Social

Os insetos apresentam fecundação interna, e as fêmeas depositam os ovos para se desenvolverem fora do corpo. São, portanto, ovíparas.

Em muitos insetos, observam-se algumas formas especiais de reprodução: a) a partenogênese, desenvolvimento de um embrião a partir de um óvulo não-fecundado, é verificada em abelhas; a pedogênese, desenvolvimento de mais de um indivíduo a partir de uma única larva, ocorre em moscas; a poliembrionia, desenvolvimento de múltiplos embriões geneticamente idênticos a partir de um único zigoto, é encontrada em algumas vespas.

Uma característica marcante de muitos insetos é a passagem por estágios larvais e a ocorrência de metamorfose (do grego metabole, "mudança"). De acordo com o tipo de metamorfose, os insetos são classificados em três categorias:

 

a) Insetos ametábolos: o prefixo a designa negação. Portanto, são aqueles que, ao saírem do ovo, já são muito semelhantes a um adulto. Portanto, não passam por estágio larval nem sofrem metamorfose. Exemplos: insetos da ordem Thysanura, como a traçados livros.

 

 

 

 

b) Insetos hemimetábolos (hemi, metade): os hemimetábolos são os insetos que, quando da eclosão do ovo, nascem diferentes dos adultos mas sofrem transformações graduais na forma e na sua fisiologia. Essa passagem gradativa para a vida adulta é chamada metamorfose incompleta (também chamada gradual ou parcial). As formas jovens são chamadas ninfas e, à medida que sofrem mudas, vão se tornando cada vez mais parecidas com o adulto.

São exemplos de insetos hemimetábolos os cupins, os gafanhotos, as cigarras e as baratas.


Insetos holometábolos (holos, todo): são os insetos que passam por transformações muito mais significativas, durante algumas fases da vida. Quem já comparou uma larva de borboleta com um adulto da mesma espécie pode perceber como essas transformações são radicais. Do ovo, sai um organismo vermiforme e nitidamente segmentado, a larva. Alimenta-se com grande apetite durante alguns dias e cresce bastante. Ao se imobilizar, adquire um revestimento mais escuro e espesso, assumindo a forma característica de pupa (ou crisálida). A pupa permanece imóvel, pendurada em galhos de árvores enrolada em folhas, em buracos no solo ou nos troncos das árvores.

As transformações mais significativas desses insetos ocorrem exatamente nessa fase, e não podem ser acompanhadas em função da presença do revestimento da pupa. Os tecidos da larva são digeridos e novos tecidos e órgãos se formam. Esse processo é conhecido por metamorfose completa, e termina quando o revestimento da pupa se rompe e dela emerge um adulto (ou imago). O imago já possui todos os sistemas próprios de um adulto e, no caso dos insetos, já se encontra apto para a reprodução.

Uma característica marcante dos insetos holometábolos é que as larvas e os adultos apresentam, geralmente, hábitos alimentares bastante distintos, o que evita a competição pelo alimento entre os membros de uma mesma espécie. As lagartas das borboletas, por exemplo, possuem potentes peças bucais mastigadoras e alimentam-se de folhas, enquanto os adultos têm peças bucais sugadoras e alimentam-se de néctar.


Larvas

 


Caracterizam-se nos insetos, por ser a fase de intenso crescimento, tanto em tamanho como em ganho de peso. De acordo com sua forma podem ser classificados em:
Euriformes - caracterizam-se por apresentarem o corpo cilíndrico, cabeça desenvolvida e distinta do corpo, pernas torácicas e falsas pernas abdominais. Ex. larvas de lepidópteros.
Vermiformes - ausência total de pernas, cabeça não diferenciada corpo afilado, de coloração branco leitoso. Ex. Larvas de mosca.


Campodeiforme - é típica dos insetos que precisam correr atrás de suas presas. Possuem 3 pares de pernas torácicas ágeis, alongadas e de fácil locomoção. Ex. Larvas de joaninhas.


Escabeiformes - possuem o corpo recurvado em forma de uma "c" com 3 pares de pernas torácicas, sendo que o ultimo segmento abdominal é bastante desenvolvido. Ex. Larva de escaravelhos.


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