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Oceania


  Geografia Fisica

O isolamento da Oceania em relação aos demais continentes e a enorme dispersão das ilhas que a compõem propiciaram uma evolução singular de suas etnias e culturas, bem como de sua flora e fauna.
A Oceania é um dos continentes e compreende a Austrália (com a Tasmânia) e os arquipélagos da Nova Zelândia, Melanésia, Micronésia e Polinésia. O conjunto abrange mais de dez mil ilhas e perfaz uma superfície de quase nove milhões de quilômetros quadrados, dos quais nove décimos correspondem à Austrália e à Nova Zelândia. A extensão oceânica é enorme: da Nova Zelândia à costa da Califórnia, nos Estados Unidos, distam 10.800km, mais de um quarto da circunferência terrestre na linha do equador. Em mais de metade desse caminho só existe mar.

Geografia física. No relevo da Oceania observam-se quatro grandes unidades geomorfológicas: o escudo australiano, a geossinclinal da Tasmânia, os arcos melano-zelandeses e o próprio oceano Pacífico. Os territórios mais antigos são do escudo pré-cambriano, no oeste e no centro da Austrália. Os maciços de Hamersley, a noroeste, e de Kimberley, ao norte, bem como a região central de Alice Springs, são afloramentos desse escudo, que em outras áreas é recoberto por sedimentos de idades diversas, inclusive do período quaternário.
No lado oriental do escudo australiano encontra-se a geossinclinal da Tasmânia, onde estão as áreas mais elevadas da Austrália. O ponto culminante é o monte Kociusko, com 2.233m. A cerca de 300km do mar encontram-se montanhas de altitude moderada que formam o divisor continental denominado Great Dividing Range (Grande Cadeia Divisória).
A terceira unidade é formada pelos arcos que se estendem da Nova Guiné à Nova Zelândia. São a continuação das guirlandas insulares da Ásia oriental e meridional, com as quais têm em comum a grande freqüência do vulcanismo atual ou passado, como é o caso da Nova Guiné, das ilhas Salomão, de Vanuatu e da Nova Zelândia. De um modo geral, o relevo se dispõe em alinhamentos paralelos a depressões, emersas na Nova Guiné e imersas em outras partes.
Ao norte das ilhas Fidji há uma série de oito alinhamentos maiores, separados por depressões de 2.700 a 4.000m. Na Melanésia, os relevos emersos da Oceania são mais elevados e atingem cinco mil metros no pico Sukarno (Carstensz), na Nova Guiné Ocidental, que ostenta em pleno equador uma geleira. Os desdobramentos que originaram esses relevos são, em parte, recentes, e a orogênese ainda está se processando em algumas áreas, como a Nova Guiné.
A última unidade é o próprio oceano Pacífico, cuja profundidade vai de quatro mil a seis mil metros. É assísmico, ao contrário de sua região periférica, área de origem de terremotos, em que todas as terras emersas são vulcões de tipo basáltico ou ilhas coralíferas. A crosta terrestre é muito fina nesse ponto e tem cinco quilômetros de espessura, em comparação com a média de 33km sob os continentes.
A maior parte da Oceania está na zona intertropical. A metade sul da Austrália, assim como a Tasmânia e a Nova Zelândia, estão situadas abaixo do trópico de Capricórnio e, portanto, apresentam um clima mais moderado, oceânico, em que as variações térmicas são muito pouco acentuadas.
Devido a seu caráter maciço, a Austrália apresenta um clima de maiores contrastes térmicos. No centro, em Alice Springs, as temperaturas médias mensais variam de 12o a 28o C. No litoral sul da Austrália, o inverno é muito moderado, e só a Tasmânia é bem mais fria no inverno, com temperatura de até 7o C em Hobart em julho. As precipitações são freqüentemente mais abundantes que na maioria dos países tropicais úmidos, embora haja também regiões secas, como a Austrália central, a dorsal seca do Pacífico equatorial, em cujo centro estão as ilhas Phoenix, e algumas pequenas zonas mais secas da Melanésia.
Como resultado da distribuição das temperaturas e precipitações, há na Oceania uma zona de clima tropical quente e úmido, mas moderado pela grande influência do mar, que abrange as ilhas de Nova Guiné, Melanésia, Micronésia e Polinésia e o litoral norte e nordeste da Austrália. Além disso, há uma zona árida no centro da Austrália; um clima temperado e úmido e de invernos moderados, no sudeste da Austrália e Nova Zelândia; e finalmente um clima mediterrâneo, de chuvas de inverno e verão seco, limitado ao litoral sul e sudoeste da Austrália.
O território australiano é em grande parte desértico e o país só tem dois grandes rios: o Murray e seu afluente Darling, ambos no sudeste. No restante da Oceania, só as maiores ilhas têm rios de tamanho considerável, como o Waikato, na Nova Zelândia, o Derwent, na Tasmânia, e o Fly, na Nova Guiné.
A vegetação e a fauna oceânicas contam com numerosas espécies peculiares à região. Na Austrália, a diversidade de climas determina uma gradação na flora, de floresta densa no litoral norte e nordeste e menos densa, latifoliada ou mista em seu litoral sudoeste, de clima temperado e úmido. Esse último tipo se encontra também na Tasmânia e na Nova Zelândia, com abundância de eucaliptos. A vegetação se degrada para o interior, formando savanas à medida que aumenta a aridez do terreno. Nas ilhas da Melanésia, Micronésia e Polinésia predomina a floresta tropical, além de coqueiros e bananeiras.
A fauna oceânica, especialmente a da Austrália, devido ao isolamento, à colonização tardia e à escassa população, é rica em espécies particulares a esse continente. Destacam-se a presença de monotremados e marsupiais e a abundância de espécies de répteis e aves, muitas das quais só encontradas na Oceania. A colonização européia introduziu espécies da Eurásia, como o dromedário, o coelho e o búfalo asiático.


População. A Oceania é o continente menos povoado do mundo, à exceção da Antártica. A população autóctone é constituída por australóides, melanésios, papuas e polinésios. Os australóides, pouco numerosos frente à população branca, de origem majoritariamente anglo-saxônica, concentram-se nos territórios do norte da Austrália e têm traços raciais bem característicos, como a projeção anormal dos maxilares e a proeminência dos arcos superciliares.
Os melanésios e papuas formam o principal núcleo do grande grupo de negros da Oceania. Os primeiros, denominados negritos, são de baixa estatura e vivem em certos pontos do interior da Nova Guiné e ilhas Salomão, assim como nas Filipinas e na Malásia. Os outros, mais numerosos, são os negros oceânicos, dentre os quais se podem distinguir os melanésios propriamente ditos, de cabelo encarapinhado e dolicocéfalos, e os papuas, de cabelos ondulados e menos dolicocéfalos.
Os papuas não formam a totalidade dos povos da Nova Guiné, onde há também muitos melanésios, mas são encontrados também em Vanuatu. Os polinésios têm pele mais clara, cabelos ondulados ou lisos, e habitam o Havaí, Taiti, Samoa e Nova Zelândia (maoris).
A população de origem européia predomina na Austrália e na Nova Zelândia, e é numerosa no Havaí, na Nova Caledônia e em Papua-Nova Guiné. Os japoneses constituem uma elevada porcentagem da população do Havaí, e os descendentes de naturais do Hindustão são majoritários em Fidji. Outros povos asiáticos, sobretudo chineses, também participam da composição étnica das ilhas da Oceania.


Economia. Os únicos países desenvolvidos do continente são a Austrália e a Nova Zelândia. Nas demais ilhas, a superpopulação, o isolamento territorial, a dispersão das comunidades, a distância dos grandes mercados mundiais, a precariedade das comunicações e a escassez de mão-de-obra qualificada constituem grandes óbices ao progresso econômico.
Pratica-se a agricultura em unidades familiares e, nas ilhas maiores, em sistema de latifúndio. Os produtos derivados do coco, como a copra, constituem as principais exportações de muitas ilhas. A cana-de-açúcar, o café, o cacau e as especiarias foram introduzidas em diversas regiões, para diversificar a produção agrícola. A pesca e a exploração madeireira têm relevância. Barcos da Coréia do Sul, de Formosa e do Japão operam no Pacífico, e a indústria de conservas de pescado é importante no Havaí, em Samoa, em Papua-Nova Guiné e nas ilhas Fidji e Salomão. Extrai-se ouro e cobre nas ilhas Fidji e Salomão e na Nova Guiné, e níquel na Nova Caledônia. Há jazidas de petróleo em Irian Jaya, porção indonésia da Nova Guiné, e em Nauru se obtêm fosfatos.
O Japão, os Estados Unidos, a Austrália e a França são os mais freqüentes parceiros comerciais dos países da Oceania. A partir da década de 1970, a melhoria dos serviços de comunicações permitiu o desenvolvimento do turismo, sobretudo no Havaí, nas ilhas de Guam, Fidji e na Polinésia francesa. As ilhas mais necessitadas recebem ajuda econômica de Austrália, França, Estados Unidos e Nova Zelândia.


História. É incerta a origem dos povos oceânicos. Algumas teorias se baseiam na possibilidade de que o povoamento do continente tenha sido conseqüência de uma série de ondas migratórias procedentes do Sudeste Asiático. A primeira delas teria sido a dos negros oceânicos, sem qualquer ligação com o continente africano, divididos em diferentes raças (melanésios, papuas, aborígines australianos etc.). Esses povos teriam sido expulsos da Indonésia e do sul da Índia devido à degradação das condições climáticas durante as glaciações quaternárias. Posteriormente, a miscigenação e o isolamento geográfico deram lugar à enorme variedade étnica, lingüística e cultural que se observa nas populações do Pacífico.
Os povos polinésios chegaram ao continente a partir do II milênio a.C., procedentes, talvez, da Insulíndia. No século V da era cristã, chegaram às Carolinas, de onde se espalharam pela Melanésia. No século VII teriam ocupado as ilhas Samoa, e até o século XII ou XIII, se disseminaram por toda a Polinésia.
As incursões comerciais dos navegantes árabes pelas ilhas malaias durante a Idade Média levaram a Europa a tomar conhecimento da existência das "ilhas das especiarias", cujos produtos estimularam a abertura de rotas de navegação para o Oriente. A partir do século XVI, espanhóis e portugueses, em busca da legendária "Terra Australis Incognita", iniciaram o descobrimento da Oceania. Fernão de Magalhães descobriu algumas ilhas em sua viagem de circunavegação. Posteriormente, espanhóis estabeleceram uma rota da América para as Filipinas, e organizaram a exploração do Pacífico. Álvaro de Saavedra chegou à Nova Guiné em 1526; Álvaro de Mendaña de Neira descobriu as ilhas Salomão e as Marquesas, e Pedro Fernández de Quirós descobriu a de Espírito Santo, no local que depois se denominaria Vanuatu.
Holandeses, ingleses e franceses competiram com  espanhóis e portugueses no descobrimento e na colonização das ilhas, muitas das quais foram redescobertas e rebatizadas em várias ocasiões, dada a dificuldade de localizá-las com precisão nos mapas da época. Na primeira metade do século XVII, o  holandês Abel Janszoon Tasman descobriu as ilhas que receberam os nomes de Tasmânia, Nova Zelândia e Fidji. Outros navegantes europeus foram os britânicos Samuel Wallis, que em 1767 chegou ao Taiti, e James Cook, que traçou um mapa bastante detalhado da Oceania, e o francês Louis-Antoine de Bougainville.
A partir do final do século XVIII, o comércio dos europeus com os indígenas, até então baseado no sistema de trocas, deu lugar à colonização efetiva. Missões católicas e protestantes, que competiam entre si pela conversão dos nativos, abriram caminho para companhias comerciais, que ocuparam diferentes ilhas, em nome de seus países. Ao longo do século XIX, o Reino Unido converteu-se na principal potência colonizadora da Oceania, por meio das grandes possessões da Austrália e da Nova Zelândia, que a partir do início do século XX tornaram-se, aos poucos, independentes.
Também gradualmente, os espanhóis perderam sua influência na região, enquanto os franceses consolidavam sua presença no Taiti, na Nova Caledônia e nas ilhas Lealdade. A Alemanha comprou da Espanha as ilhas Carolinas, Palau, Marshall e Marianas, e ocupou outros territórios. Em 1898, os Estados Unidos anexaram o arquipélago do Havaí. As doenças levadas por europeus e a perseguição aos nativos causaram uma drástica redução da população autóctone, em parte substituída por povos asiáticos que emigraram.
Terminada a primeira guerra mundial, as possessões alemãs foram divididas entre Austrália (nordeste da Nova Guiné, Bismarck e Salomão), Nova Zelândia (Samoa Ocidental) e Japão (Marianas, Carolinas, Palau e Marshall). Ao fim das sangrentas batalhas travadas no Pacífico durante a segunda guerra mundial, o Japão perdeu seus domínios para os Estados Unidos.
Na década de 1960 teve início o processo de independência de numerosas ilhas da Oceania, muitas das quais, no entanto, continuaram a manter vínculos com suas antigas metrópoles.


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