O Sequestro de Carbono - BioMania
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O Sequestro de Carbono


  Meio Ambiente

O termo sequestro, em sentido amplo, se refere ao processo de captura de uma substância, em estado livre, e agregada em outro material. O sequestro de carbono, conceito adotado pela COP-3 (Quioto, 1997), é a captura e estocagem de CO2 e CO2-equivalente da atmosfera com a finalidade de conter e reverter o aquecimento resultante do efeito estufa.

Com esse intuito, uma variedade de meios artificiais de captura e de seqüestro do carbono, assim como processos naturais, estão sendo estudados e explorados. A conservação de estoques de carbono nos solos, florestas e outros tipos de vegetação, a preservação de florestas nativas, a implantação de florestas e sistemas agroflorestais, a recuperação de áreas degradadas, a captura de CO2 para a fotossíntese por algas oceânicas, plantas e outros organismos são ações que contribuem, do ponto de vista biológico, para a redução da concentração do CO2 na atmosfera.

A estimativa da biomassa de uma planta, floresta ou estoque, o cálculo de carbono estocado nos produtos madeireiros e a quantidade de CO2 absorvido no processo de fotossíntese são formas de estimar a quantidade de carbono sequestrado. Segundo um enfoque físico, a separação e eliminação de CO2, procedentes da queima de combustíveis fósseis ou gases de combustão em geral, fracionando o resultado em concentrados de hidrogênio e CO2 para armazenamento, a longo prazo, em poços de petróleo e gás, e em minas de carvão e aquíferos salinos esgotados, são também métodos de sequestrar o carbono.

O sequestro de carbono é parte do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL). Um dos pontos chave do debate sobre sequestro de carbono diz respeito a permanência ou não-permanência do carbono armazenado em uma área florestal. A permanência questiona a eficiência do sequestro de carbono em florestas, já que um dia a madeira se decomporá e o carbono será emitido novamente, condicionando o sequestro a um limite temporal. Essa possibilidade fez com que apenas reservatórios permanentes fossem aceitos para propósitos de política climática. Nesse sentido, a COP-9 (Milão) definiu que os certificados de redução de emissão provenientes de projetos florestais (CERs florestais) tenham validade temporária, correspondente ao período de vigência do Protocolo de Quioto, mas renováveis a cada novo período.


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