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O Coração Humano


  Anatomia Humana

1. IntroduþÒo


Pelas cÔmaras direitas do coraþÒo, s¾ passa sangue venoso, ou seja, pobre em oxigÛnio. Isso nos lembra que a oxigenaþÒo do m·sculo cardÝaco nÒo se faz pelo sangue que passa pelo interior de suas cÔmaras, mas pelo sangue que o ¾rgÒo recebe da artÚria coronßria, primeiro ramo da artÚria aorta e, portanto, condutora de sangue arterial, saturado de oxigÛnio.

Em funþÒo de seu alto fluxo, essa artÚria e seus principais ramos estÒo particularmente sujeitas ao entupimento com coßgulos ou placas de gordura, o que pode acarretar sofrimento e morte celular. Na sua forma mais aguda e fulminante, esse quadro leva ao infarto do miocßrdio.

O coraþÒo possui trÛs camadas: o endocßrdio, seu revestimento interno; o miocßrdio, a porþÒo muscular de sua parede; e o pericßrdio, revestimento externo derivado das cavidades do celoma. Os ventrÝculos possuem mais m·sculo em suas paredes que os ßtrios. A cÔmara cardÝaca de parede mais espessa e vigorosa Ú o ventrÝculo esquerdo, que bombeia sangue atravÚs de toda a grande circulaþÒo.

Hß vßlvulas entre as cÔmaras cardÝacas e entre elas e os grandes vasos que a elas se ligam. Entre o ßtrio e o ventrÝculo direitos, estß a vßlvula tric·spide, dotada de trÛs folhetos membranosos. Durante a contraþÒo do ßtrio, ela abre-se e permite a passagem do sangue. Quando o ventrÝculo se contrai, ela fecha-se e impede o refluxo de sangue para o interior do ßtrio.

Entre o ßtrio e o ventrÝculo esquerdos, situa-se a vßlvula mitral (ou bic·spide), com dois folhetos membranosos. Seu comportamento Ú bastante semelhante ao da vßlvula tric·spide.

>As vßlvulas a¾rtica e pulmonar estÒo, respectivamente, nas emergÛncias das artÚrias aorta e pulmonar.


2. O Controle do Batimento CardÝaco

Cada contraþÒo do coraþÒo chama-se sÝstole, e corresponde Ó fase de ejeþÒo ou esvaziamento. A fase de relaxamento e enchimento de suas cÔmaras Ú a dißstole. Em uma pessoa adulta, em repouso, o coraþÒo bate aproximadamente 72 vezes por minuto.

Hß mecanismos admiravelmente precisos de ajuste da freq³Ûncia dos batimentos cardÝacos, que garantem a chegada de oxigÛnio e de nutrientes para todas as partes do corpo em quantidades adequadas.

A vazÒo do coraþÒo depende das necessidades teciduais e Ú determinada em funþÒo da freq³Ûncia cardÝaca (FR) e do volume ejetado em cada sÝstole (volume sist¾lico ou VS). Essa vazÒo chama-se dÚbito cardÝaco ou volume-minuto cardÝaco (VMC). Para um adulto em repouso, temos:

VMC = FC x VS

VMC = 72 bat / mim x 70 ml

VMC = 5 litros / minuto

Embora o coraþÒo gere o estÝmulo que desencadeia a sua pr¾pria contraþÒo, alguns fatores externos, como o sistema nervoso e alguns horm¶nios, podem interferir com a freq³Ûncia de seus batimentos.

A elevaþÒo da freq³Ûncia cardÝaca chama-se taquicardia, e pode ser provocada pela aþÒo do horm¶nio adrenalina, liberado na circulaþÒo nas situaþ§es de ameaþa ou perigo. A diminuiþÒo da freq³Ûncia Ú a bradicardia, e ocorre em situaþ§es de pouca atividade fÝsica e de tranq³ilidade.

O estÝmulo para a contraþÒo do coraþÒo parte de um grupo especial de cÚlulas localizado na parede do ßtrio direito, o n¾dulo sino-atrial. Com regularidade, esse grupo de cÚlulas dispara uma pequena corrente elÚtrica, que percorre a parede dos ßtrios, determinando a sua contraþÒo. Ao se contraÝrem, os ßtrios enchem os ventrÝculos.

O impulso elÚtrico alcanþa, agora, o n¾dulo atrioventricular, de onde Ú repassado para um feixe de fibras transmissoras, o feixe de His. AtravÚs desse feixe e de suas ramificaþ§es (fibras de Purkinje), o estÝmulo elÚtrico propaga-se rapidamente por toda a massa muscular dos ventrÝculos, que se contrai em um ·nico abalo.

O impulso gerado no n¾dulo sino-atrial nÒo se restringe ao coraþÒo. Como os lÝquidos corporais sÒo bons condutores de eletricidade, esse potencial elÚtrico pode ser encontrado em outras partes do corpo, como braþos e pernas. AtravÚs do emprego de um eletrocardi¾grafo, esse potencial pode ser analisado.

A anßlise do traþado do eletrocardiograma pode evidenciar anomalias no coraþÒo, como o aumento de suas cÔmaras, dist·rbios no tecido condutor de impulsos, alteraþ§es de ritmo, etc.


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