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O advento das sacolas plásticas


  Meio Ambiente

A razão pela qual discutimos a poluição causada pelas sacolas plásticas é o fato destes objetos serem muito prejudiciais para o meio ambiente. Anualmente circulam pelo planeta Terra cerca de 500 bilhões a 1 trilhão de sacolinhas plásticas. E o material utilizado na fabricação destas sacolas não é biodegradável, o que sugere que a cada ano a quantidade destas sacolas cresce assustadoramente, pois continuam no meio ambiente as antigas que se juntam as novas (BAIRD, 2002).

A utilização das sacolinhas plásticas como conhecemos atualmente, começou na década de 1970. Se tornando uma forma barata de publicidade para os supermercados e lojas que as distribuem gratuitamente, é hoje considerada um grande problema para o meio ambiente (SOJA, 1993).

O elevado número de unidades de sacolas plásticas produzidas por ano (150 por pessoa) e a natureza não biodegradável do material utilizado torna as sacolas plásticas um verdadeiro pesadelo ao meio ambiente, pois estas sacolas são transportadas a distâncias enormes. Devido ao material extremamente leve das sacolas, são levadas pelo vento e pelas chuvas, chegando aos rios e ao mar, espalhando-se assim pelo planeta inteiro.

Animais silvestres e de criação humana, ao ingerirem estas sacolas plásticas deixadas ou levadas pelo vento ao meio ambiente, morrem por asfixia ou intoxicação. Milhares de aves marinhas, tartarugas, baleias e golfinhos morrem todos os anos por engolir grande quantidade destes plásticos que chegam ao oceano. No ano de 2002 foi encontrada uma baleia morta na costa da Normandia com 800 kg de sacos plásticos em seu estômago.

A Irlanda foi o primeiro país a proibir o uso de sacolas plásticas gratuitas. Com esta medida a utilização de sacolas plásticas diminuiu em 90% e o dinheiro cobrado pelas sacolas vendidas em supermercados rendeu 23 milhões de euros para o investimento em proteção e preservação de projetos em auxílio ao meio ambiente. Em vários países da Europa as sacolinhas plásticas gratuitas estão proibidas e a reutilização e adoção de sacolas de pano retornáveis ou caixas de papelão é uma medida utilizada com êxito para solucionar o problema do excesso e desperdício destas sacolas poluidoras do meio ambiente (FORATTINI, 1991).

Os entupimentos de bueiros e mesmo canais fluviais de sistemas de esgoto causam enchentes de grandes proporções pela quantidade de plásticos que chegam ao leito das águas fluviais por meio das chuvas.

Na África do Sul o problema relacionado à poluição do meio ambiente pelas sacolinhas tornou-se tão sério que o senhor Mohammed Valli Moosa, ministro do meio ambiente daquele país apelidou as sacolinhas plásticas de flor nacional. E na China são chamados de poluição branca, por causa da cor branca das sacolinhas de supermercados.

Estima-se que a degradação dos sacos plásticos no meio ambiente demore cerca de 100 anos. Sem falarmos dos outros tipos de plásticos que são lançados no meio ambiente em uma velocidade assustadora, como as também poluidoras e não biodegradáveis garrafas pet de plástico.

O primeiro estado brasileiro a tomar medidas para impedir ou diminuir o desperdício dos saquinhos plásticos e principalmente a degradação da natureza por meio do descarte irresponsável desses na natureza foi o Rio de Janeiro, que no ano de 2010 começa a adaptar as leis municipais no sentido de diminuir a utilização das sacolinhas de supermercados.

 


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