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Nelson Pereira dos Santos


  Biografias

Inspirado pelo neo-realismo italiano, Nelson Pereira dos Santos foi um dos precursores e depois líder do Cinema Novo brasileiro, fiel ao realismo crítico e à denúncia social em seus filmes.

Nelson Pereira dos Santos nasceu em São Paulo SP em 22 de outubro de 1928. Bacharel em direito e jornalista, cursou o Institut des Hautes Études Cinématographiques em Paris. Estreou em 1950 com o documentário Juventude, curta-metragem em 16mm que roteirizou e dirigiu. Como assistente de direção, trabalhou em 1951 com diretores consagrados como Rodolfo Nanni, Alex Viany e Paulo Vanderley.

A estréia em longa-metragem se deu com Rio, quarenta graus (1955), no qual era notória a influência do neo-realismo italiano. Rio, zona norte (1957) não foi bem aceito pela crítica, mas o diretor, persistente, ainda lançou Mandacaru vermelho (1961) e recuperou-se ao rodar O Boca de Ouro (1963), baseado na peça homônima de Nelson Rodrigues, filme repleto de erotismo e violência, que relata a vida de um banqueiro do jogo do bicho. O quinto filme longo de Nelson Pereira dos Santos, realizado em 1963, foi uma recriação cinematográfica do romance Vidas secas, de Graciliano Ramos. Por esse trabalho recebeu dois prêmios em Cannes e outras premiações internacionais. Na mesma época dirigiu dois documentários: Um moço de 74 anos (1963) e Machado de Assis (1964).

Nelson Pereira dos Santos alternou suas atividades na produção de filmes com a de professor de cinema. Ensinou técnica cinematográfica na Universidade de Brasília em 1965 e depois passou a titular na Universidade Federal Fluminense, em Niterói RJ. Com base em sua experiência em Brasília, lançou em 1967 o documentário Fala, Brasília!, logo depois de El justicero (1967), que marca o início de outra fase em sua obra. Em seqüência, Nelson realizou Fome de amor (1968), Como era gostoso o meu francês (1971), Quem é Beta? (1972), em que empregou uma visão fantástica e alegórica, assim como os exóticos Azylo muito louco (1970), baseado no conto "O alienista" de Machado de Assis, Tenda dos milagres (1977), adaptação da obra de Jorge Amado, e Na estrada da vida (1979).

O maior sucesso de público entre os filmes de Nelson Pereira dos Santos foi outra recriação de obra de Graciliano Ramos, Memórias do cárcere (1984). Em 1995 lançou Cinema de lágrimas.



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