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Napoleão Bonaparte


  Biografias

Gênio militar e extraordinário estadista, Napoleão Bonaparte deixou marcas duradouras nas instituições da França e de grande parte da Europa ocidental. Entre outras medidas de grande alcance, promulgou o novo código civil, maior feito jurídico dos tempos modernos, que consubstanciou os princípios defendidos pela revolução francesa e influenciou profundamente a legislação de todos os países no século XIX.

Napoleão Bonaparte (em italiano, Napoleone Buonaparte) nasceu em Ajaccio, Córsega, em 15 de agosto de 1769. Aos nove anos foi mandado para a França, que adquirira soberania sobre a Córsega no ano de seu nascimento. Estudou na academia militar de Brienne e na de Paris, de onde em 1785 saiu oficial de artilharia. Quando eclodiu a revolução francesa de 1789, uniu-se aos jacobinos e serviu como tenente da recém-criada guarda nacional. Em 1793 distinguiu-se como capitão de artilharia na retomada de Toulon aos ingleses e foi nomeado general-de-brigada.

Por ser jacobino, Bonaparte foi preso após a queda de Robespierre, mas reconquistou a liberdade pouco depois. Em 5 de outubro (13 vindemiário) de 1795, o Diretório governante o chamou para subjugar, em violentos combates de rua, uma revolta monarquista em Paris, o que lhe valeu o comando das tropas francesas na Itália. Antes de partir, casou-se com Josefina, viúva do general Beauharnais, guilhotinado em 1794. Em rápida e brilhante campanha na Itália, pôs em evidência seu gênio militar ao derrotar piemonteses e austríacos, obtendo para a França a vantajosa paz de Campoformio (1797). De regresso a Paris, foi delirantemente aclamado.

Em 1798, decidido a quebrar a hegemonia inglesa na Índia, ocupou o Egito. A expedição científica que o acompanhou incluía o astrônomo Laplace, o químico Bertholet, o físico Monge e o arqueólogo Denon. Em pesquisas arqueológicas foi descoberta a pedra de Rosetta, que Champollion usaria para decifrar os hieróglifos egípcios, em 1822. Sabedor de que na Europa nova coligação se formara contra a França, Napoleão deixou o Egito e foi recebido como herói em Paris.

Com o golpe de estado de 9 de novembro (18 brumário) de 1799, Napoleão dissolveu o Diretório e, com apoio dos moderados, assumiu o governo. Tinha então trinta anos de idade. A constituição do ano VIII (1799) instituiu o Consulado, integrado por três membros. Com o título de primeiro-cônsul, Napoleão passou a deter todos os poderes -- os outros dois membros tinham apenas voto consultivo -- e, apesar do autoritarismo, revelou-se notável político e administrador. Anulou a oposição de alguns partidos políticos e apoiou-se na massa popular: o plebiscito de dezembro de 1799 sancionou, por mais de três milhões de votos contra 1.600, o novo regime e a constituição. Napoleão organizou o governo, a administração, a polícia, a magistratura e as finanças. Tomou medidas despóticas e antiliberais, como o restabelecimento da escravidão nas colônias, e outras de grande importância econômica, como a criação do Banco de França, em 1800.

Napoleão dividiu a França em 91 departamentos com prefeitos nomeados (sistema ainda em vigor no fim do século XX). Organizou o ensino secundário e superior, com normas que vigoraram até 1969. Concluiu com o papa Pio VII a concordata de 1801, que restabelecia a igreja na França, embora submetida ao estado. Criou a Legião de Honra e o novo código civil, depois chamado Code Napoléon, elaborado por uma comissão de juristas com participação ativa do primeiro-cônsul. O restabelecimento da ordem e da paz, bem como atentados frustrados de monarquistas, fizeram crescer a popularidade de Napoleão, que habilmente os utilizou para se fazer proclamar cônsul vitalício por plebiscito (1802).

Império. Em 28 de maio de 1804, um senatus consultus proclamou Napoleão I imperador dos franceses, decisão que foi ratificada por plebiscito. O papa Pio VII presidiu a sagração do novo soberano, em 2 de dezembro de 1804. Em 1805, Napoleão coroou-se rei da Itália. Sua política de conquista, no entanto, tornou impossível a convivência pacífica com outras potências. Vencidas a Alemanha, a Itália e a Holanda, Napoleão decretou o bloqueio continental contra a Inglaterra. A seguir Napoleão empreendeu a conquista no trono da Espanha. A Áustria retomou a guerra, mas acabou subjugada. Divorciado de Josefina, Napoleão casou-se com Maria Luísa, filha do imperador austríaco.

No auge de seu poder, Napoleão cometeu, porém, o erro de distribuir os novos reinos entre seus irmãos, que se mostraram incompetentes. Em 1813, Napoleão enfrentou a coalizão de todas as potências europeias e foi derrotado em Leipzig. Retirou-se para a França, logo invadida por russos e prussianos. Após a queda de Paris, em 30 de março de 1814, Napoleão renunciou à coroa, em 6 de abril, em Fontainebleau, e partiu para o exílio, na ilha de Elba.
Em março de 1815, ciente da impopularidade do novo rei, Napoleão evadiu-se da ilha e, em marcha triunfal, entrou em Paris. Durante cem dias ocupou novamente o trono, mas em junho de 1815 foi derrotado em Waterloo. Deposto, foi desterrado na ilha de Santa Helena, onde morreu em 5 de maio de 1821. Embora odiado em vida por toda a Europa, e mal suportado na França, tornou-se herói popular diante da mediocridade do absolutismo monárquico restaurado. Em 1840, seus restos mortais foram transladados de Santa Helena para o Dôme des Invalides, em Paris.



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