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Morcego


  Taxonomia
Típico habitante de cavernas, onde forma colônias de milhões de indivíduos, o morcego adaptou-se também ao meio urbano, onde ele encontra tudo de que precisa para viver: árvores que servem de pouso e fornecem alimento, luzes que atraem insetos e prédios onde se refugiam. Na década de 1990, em uma cidade recente como Brasília já tinham sido localizadas 14 espécies.
Morcego é um animal da classe dos mamíferos, ordem dos quirópteros. Únicos mamíferos capazes de voar, os morcegos compreendem 174 gêneros em cerca de 900 espécies -- mais do que qualquer outra ordem de mamíferos, exceto os roedores --, dispersas pelas regiões tropicais e subtropicais. As asas ou patágios dos morcegos são membranas sustentadas pelos ossos dos membros dianteiros, especialmente os dos três últimos dedos, que, por transformação, se alongaram muito. Apenas os polegares ficam fora das asas: cada um deles, além de duas falanges, tem unhas fortes pelas quais os morcegos se penduram, quando descansam ou dormem, ou que utilizam para trepar em superfícies ásperas.
A maioria dos morcegos é de cor parda bem escura, mas há espécies de corpo avermelhado, amarelo, branco ou coberto de listras ou manchas brancas. Seu tamanho varia: Tylonycteris pachypus meyeri pesa apenas 1,5g e tem 15cm de envergadura, enquanto que Pteropus vampyrus pode chegar a um quilograma, com envergadura de 1,50m. Quase todos os morcegos têm hábitos noturnos e vivem em colônias. Abrigam-se em cavernas, ocos de árvores e espaços recônditos de construções. Os nativos de regiões temperadas hibernam no inverno ou migram para o sul. A maioria das espécies procria uma vez por ano e tem apenas um filhote. O período de gestação oscila entre dois e seis meses.
Há duas subordens de morcegos: megaquirópteros, euroasiáticos, em geral de olhos grandes e de alimentação baseada em frutas ou pólen; e microquirópteros, da fauna americana, pequenos e de olhos diminutos, dos quais muitos caçam insetos e outros se alimentam de frutas, flores e sangue. Os microquirópteros se orientam por um sistema análogo ao radar que lhes permite reconhecer obstáculos pela captação do eco de seus guinchos, com o auxílio de ouvidos complexos e da folha nasal, apêndice que às vezes apresentam no focinho.
Vampiros ou morcegos hematófagos. No Brasil, o nome vampiro se aplica popularmente aos morcegos de grande porte, da família dos filostomídeos, ou mais especificamente aos morcegos hematófagos autênticos, da família dos desmodontídeos, que se diferenciam dos primeiros pelas modificações dentárias e pelo aparelho digestivo adaptado exclusivamente ao sangue como alimento.
Os morcegos hematófagos brasileiros pertencem a três gêneros, dos quais o Diphylla se caracteriza por densos pêlos no dorso do pé e pela ocorrência de 26 dentes; e o Desmodus e Diaemus, que apresentam membrana interfemoral bem desenvolvida na parte mediana e vinte dentes. As espécies mais comuns são Desmodus rotundus, Diphylla ecaudata e o vampiro de asas brancas (Diaemus youngi), que ocorrem também em outros países da América do Sul e Central.
De vôo ágil e silencioso e considerável habilidade para saltar, as espécies hematófagas carecem de cauda, apresentam coloração escura e são muito arredias. Medem entre seis e nove centímetros e pesam até cinqüenta gramas. Sua mordida, ainda que inofensiva em si mesma, pode transmitir a raiva e outras doenças. Produzem uma pequena incisão na pele da presa com seus dentes afiados e bebem o sangue que flui pela ferida, freqüentemente sem que a vítima se aperceba. Atacam sobretudo mamíferos em repouso e, raras vezes, o homem. Morrem de fome em dois ou três dias quando privados de sangue.

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