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Montes Cárpatos


  Geografia Fisica
Apesar de se estenderem por cinco países, os Cárpatos constituem uma região geográfica bem delimitada, com importantes recursos naturais e modos de vida autóctones.
Os montes Cárpatos, com 1.450km de extensão e 150km de largura, formam um arco de concavidade voltada para o oeste, ocupando cerca de duzentos mil quilômetros quadrados. A parte ocidental do sistema montanhoso distribui suas vertentes entre dois países: a setentrional faz parte da Polônia e a meridional ocupa a Eslováquia,  embora suas cabeceiras alcancem o território húngaro. Os Cárpatos orientais, por sua vez, se estendem pela Ucrânia e pela Romênia.
É muito complexa a estrutura geomorfológica desses montes, que experimentaram várias fases de dobramento e erosão, cujo resultado foi uma cadeia montanhosa descontínua, com duas unidades básicas: uma zona interna, de maciços cristalinos e vulcânicos separados por bacias interiores, e uma zona externa, formada por arenitos dobrados no período terciário. As maiores alturas se apresentam nos maciços cristalinos, que constituem o eixo do sistema: no noroeste, o Baixo Tatra e o Alto Tatra (2.655m no monte Gerlach, o pico mais elevado do arco montanhoso, que se ergue em território tcheco); no nordeste, o maciço dos Maramures (2.036m no Rodna); e no sul, os Alpes da Transilvânia (2.543m no Moldoveanul). A rede hidrográfica, também de grande complexidade, compreende três grandes bacias fluviais: a do Vístula, a do Dniéster e a do Danúbio.
Nos Cárpatos acentua-se o caráter continental do clima centro-europeu, mas há uma graduação climática determinada pela altura. As elevações intermediárias são as mais úmidas (entre mil e dois mil milímetros anuais), enquanto as bacias interiores formam áreas áridas isoladas. A cada delimitação climática corresponde um tipo específico de vegetação: carvalhos e olmos nas bacias interiores, bosques de tipo continental nas alturas médias e os prados alpinos perto dos cumes.
A cadeia conta com grandes reservas de recursos minerais e florestais, cuja exploração, tão antiga quanto seu povoamento, se iniciou já na pré-história. No século XX esses recursos favoreceram a instalação de grandes complexos siderúrgicos e químicos. O considerável potencial hidrelétrico de grandes rios, que em geral deságuam no mar Negro, completa as fontes de energia. Mas o ambiente também é muito propício à prática de esportes de inverno, o que constitui uma importante atração turística.
Desde o neolítico, as bacias interiores dos montes foram ocupadas por povos que souberam tirar partido dos recursos naturais da região para manter uma economia baseada no pastoreio transumante. Essa autonomia permitiu a manutenção das particularidades étnicas e folclóricas.

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