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Mogno


  Botânica

Muito usado desde o século XVIII na fabricação de móveis de luxo, o mogno, também chamado acaju ou caoba, é famoso pela madeira de superior qualidade e pela coloração marrom-avermelhada.

Nativo da América tropical e disperso pela Amazônia, Antilhas e boa parte da América Central, o mogno verdadeiro (Swietenia mahagoni) é uma árvore que pode ultrapassar trinta metros de altura e pertence à família das meliáceas, a mesma do cedro-rosa, do cinamomo e da canjerana. As folhas compõem-se de pares de folíolos opostos, as pequenas flores brancas se agrupam em cachos e o fruto é uma cápsula lenhosa, de cerca de dez centímetros de comprimento, com sementes aladas.

O mogno brasileiro (S. macrophylla), também chamado de araputanga ou cedroí, ocorre no Acre, Amazonas, Pará, Mato Grosso e Goiás. Atinge 24 a 30m de altura, com cinqüenta a oitenta centímetros de diâmetro e sapopemas no tronco. As folhas e flores se assemelham às do mogno verdadeiro, mas os frutos chegam a mais de vinte centímetros. A madeira varia com o terreno: mais dura em áreas secas, mais macia e ornamentada por riscas, em áreas úmidas.
A extração indiscriminada do mogno, especialmente para contrabando, foi denunciada insistentemente pelas organizações ambientalistas nos últimos anos do século XX, quando o desmatamento passou a ameaçar não só a espécie, mas a flora e fauna da região.


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