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Mizoguchi Kenji


  Biografias

Famoso no Ocidente a partir da década de 1950, Mizoguchi Kenji foi o cineasta mais realista e ao mesmo tempo mais idealista do Japão. Sua obra, de grande beleza plástica, denuncia os problemas sociais e acentua o caráter redentor da afetividade feminina.

Mizoguchi Kenji nasceu em Tóquio, em 16 de maio de 1898. Filho de um carpinteiro, antes de ter contato com o cinema foi servente de hospital, estudante de pintura e de publicidade. O primeiro filme que dirigiu foi Ai ni yomigaeru hi (1922; Ressurreição do amor). Autodidata, Mizoguchi manifestou grande interesse pela cultura ocidental: o expressionista Chi to rei (1923; Sangue e alma) imita O gabinete do Dr. Caligari, de Robert Wiene; o naturalista Kiri no minato (1923; Cais na neblina) transpõe a peça Anna Christie, de Eugene O"Neill; e o 813 (1923) se inspira na aventura homônima de Arsène Lupin.

Em sua segunda fase, Mizoguchi foi alternadamente naturalista, esteticista sentimental, socialista, pró e antimilitarista. Em sua própria opinião, só depois de 1936 amadureceu. Com Zangiku monogatari (1939; História do último crisântemo) iniciou uma série de dramas de época que tiveram como cenário o período Meiji e evitaram temas polêmicos. Após a segunda guerra mundial, porém, o cineasta voltou-se ainda mais para as questões sociais.

O célebre Ugetsu monogatari (1953; Contos da lua vaga), notável como estudo da realidade e como percepção do espaço em controlados movimentos de câmara, é alegoria do pós-guerra japonês. São importantes ainda, no período, os dramas sobre a situação da mulher, aplaudidos pela severa crítica japonesa, como Saikaku ichidai onna (1952; A vida de uma cortesã) e Chikamatsu monogatari (1954; Os amantes crucificados). O último filme de Mizoguchi foi Akasen chitai (1956; Rua da vergonha). Sobressai, em sua obra, a agudeza com que recriou o conflito entre a modernidade e a tradição. Mizoguchi Kenji morreu em Quioto, em 24 de agosto de 1956.


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