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Micronésia


  Geografia Fisica

As reduzidas dimensões das ilhas da Micronésia inspiraram o nome do arquipélago (do grego mikros, "pequeno", e nesoi, "ilhas"), o mais ocidental da Oceania.
A Micronésia compreende os grupos de ilhas Kiribati (antigas ilhas Gilbert), Guam, Nauru e os territórios que passaram a ser administrados pelos Estados Unidos após a segunda guerra mundial, como parte do fideicomisso da Organização das Nações Unidas (ONU) nas ilhas do Pacífico: as ilhas Marianas setentrionais, os Estados Federados da Micronésia, a República das Ilhas Marshall e a República de Palau. O arquipélago integra a Oceania e se localiza ao norte da Melanésia, a leste das Filipinas e a oeste da Polinésia. Todas as ilhas, exceto a de Kiribati, situam-se na zona tropical do hemisfério norte.
Muitas ilhas da Micronésia são de origem vulcânica, com litorais escarpados e relevo muito acidentado. Grande quantidade de formações coralinas compõe a paisagem local, tanto na forma de atol como na de recife-barreira. O atol de Kwajalein, nas Ilhas Marshall, é o maior do mundo. O clima é quente e úmido, com temperaturas entre 27o e 29o C durante todo o ano. A região costuma ser castigada por furacões, acompanhados por violentas vagas de maré. O calor e a umidade favorecem o crescimento de selvas e manguezais. Na fauna da Micronésia predominam grande número de espécies de serpentes, lagartos e aves. Nos recifes coralinos e nas lagoas dos atóis, a vida marinha é muito rica.
O traço mais notável da população é a diversidade cultural e lingüística. As línguas malaio-polinésias faladas nas diferentes ilhas são mutuamente ininteligíveis, o que explica a difusão do inglês. Os micronésios, parecidos com os polinésios, caracterizam-se pela baixa estatura, pele escura, cabelos ondulados ou encarapinhados e alta incidência de sangue do tipo B (sistema ABO) e N (sistema MNSs), o que comprovou serem eles uma raça distinta dos povos polinésios, australianos e asiáticos.
As ilhas com maior densidade populacional são as dos Estados Federados da Micronésia e as Marianas. Tradicionalmente, a subsistência dos micronésios provém da pesca e da agricultura, cujos principais produtos são mandioca, batata-doce, banana, coco e diversos outros frutos tropicais. Nauru conta com importante indústria de processamento de fosfato, matéria-prima fartamente encontrada na região, em depósitos naturais. Em Guam produzem-se tecidos e relógios. Nas demais ilhas, a indústria se limita ao processamento de produtos agrícolas, como a copra, e ao artesanato. O turismo é cada vez mais importante como fonte de divisas.
História. A Micronésia foi ocupada por povos procedentes da Indonésia, Melanésia e Filipinas, entre os séculos XXI e XI a.C. A primeira expedição exploradora das ilhas do Pacífico foi chefiada por Fernão de Magalhães em 1520 e 1521. Em 1668 fundaram-se as primeiras colônias espanholas na Micronésia, mas a Espanha vendeu-as aos alemães entre 1885 e 1899. Em 1914 os japoneses ocuparam as ilhas e, em 1920, obtiveram da Liga das Nações autorização para administrá-las. Em 1947, parte da Micronésia passou à administração dos Estados Unidos. A ilha de Nauru, nessa mesma época, passou a ser administrada pela Austrália, mas tornou-se independente em 1968.
Em 1973 e 1974, o Congresso da Micronésia decidiu a realização de uma convenção constitucional que levaria à independência. Divergências regionais provocaram uma divisão do arquipélago em 1978, quando foi votado o projeto de constituição. No ano seguinte, a colônia britânica das ilhas Gilbert tornou-se independente e adotou o nome de Kiribati. Kosrae, Pohnpei, Chuuk e Yap formaram os Estados Federados da Micronésia. As Marianas setentrionais rejeitaram a constituição e permaneceram associadas aos Estados Unidos. Guam permanece subordinada aos Estados Unidos, desde que foi adquirida à Espanha, em 1898. As Ilhas Marshall tornaram-se independentes em 1991 e o mesmo ocorreu com Palau em 1994.

 


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