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Mexilhão


  Invertebrados
Muito utilizado na alimentaþÒo humana, o mexilhÒo tanto pode provir da coleta em bancos naturais quanto da criaþÒo em paliþadas na ßgua. Essa ·ltima modalidade prevalece na Europa, onde a criaþÒo de mexilh§es, ou mitilicultura, Ú bem desenvolvida.
MexilhÒo Ú um molusco da classe dos bivalves, a mesma da ostra, da amÛijoa e da coquille Saint Jacques ou concha-de-romeiro. └ espÚcie tÝpica da Europa, Mytilus edulis, correspondem no Brasil outras do mesmo gÛnero, como o sururu-de-alagoas (M. perna ou M. mundahuensis), que constitui uma iguaria famosa. As espÚcies comestÝveis marinhas, as mais numerosas, agrupam-se na famÝlia dos mitilÝdeos; as de ßgua doce, na famÝlia dos unionÝdeos.
O mexilhÒo possui concha escura, quase negra, formada por duas partes ovais, as valvas, que se articulam por um ligamento nas bordas, a charneira. A face interna da concha Ú luzidia e nacarada. O pÚ do molusco, alongado e percorrido por um sulco central, abriga glÔndulas que segregam um lÝquido viscoso, que coagula para transformar-se numa sÚrie de filamentos, chamada em seu conjunto de bisso. Por meio desses filamentos o mexilhÒo se fixa ao substrato em que vive, sejam pedras ou madeiras submersas. Quando as condiþ§es do habitat sÒo desfavorßveis, o animal, para locomover-se, quebra a Ôncora do bisso por traþÒo do pÚ, ou por traþÒo e  afrouxamento dos fios mediante um jogo de m·sculos.
AlÚm do mexilhÒo da Europa, sÒo tambÚm consumidas espÚcies como o mexilhÒo da Calif¾rnia (M. californianus) e o mexilhÒo-amarelo (M. citrinus), da Fl¾rida e diversas ßreas do Caribe.
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