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Marsupiais


  Taxonomia

Originários do fim da era mesozóica, os marsupiais estenderam-se pela América, Europa e Austrália. Contudo, foram suplantados pelos placentários e desapareceram em quase toda parte, exceto na Austrália, Nova Guiné, Tasmânia e ilhas próximas. Poucas espécies subsistem na América.
Os marsupiais constituem uma ordem de mamíferos cuja posição evolutiva situa-se entre os monotremados, como o ornitorrinco, ovíparos e dotados de bico, e os eutérios ou placentários, que incluem a maior parte dos mamíferos atuais.


Características gerais. Os embriões dos marsupiais desenvolvem-se envoltos numa placenta rudimentar dentro do corpo materno, mas sua ligação com este é tão precária que as crias, chamadas filhotes vermiculares ou "larvas marsupiais", nascem cedo demais e completam o crescimento dentro de uma bolsa, ou marsúpio, situada na região ventral da fêmea. Em certas famílias, a bolsa reduz-se a pregas da pele, que cobrem as tetas.
O aparelho reprodutor dos marsupiais também é característico. A fêmea tem dois úteros e duas vaginas laterais. Entre estas, há ainda uma pseudovagina que, com as laterais, se abre em cima, dando passagem aos dois úteros. Embaixo, porém, permanece fechada, salvo no momento do parto. Tudo indica que os filhotes saem por esse canal, embora a fecundação se faça pelas vaginas laterais. Para facilitar a conjunção e a distribuição do sêmen, o pênis do macho é bifurcado.
A gestação é muito breve, de oito a quarenta dias, de acordo com a família. Ao nascerem, cegos e incompletos, os filhotes trazem os membros anteriores e parte do sistema nervoso bem desenvolvidos, o que lhes permite procurar por si mesmos o marsúpio e prender-se às tetas maternas. Estas alargam-se e preenchem a boca das crias. O tempo de permanência no marsúpio varia muito, mas sempre excede o da gestação. Quando já capazes de viver sozinhos, os filhotes passam a pôr a cabeça para fora da bolsa.
Muitos desses animais têm os pés adaptados a formas específicas de locomoção. O cérebro é pequeno, com circunvoluções rudimentares, mas possui lóbulos olfativos volumosos. Com exceção do quarto pré-molar, que se renova, a dentição é monofiodôntica, isto é, única.
Os marsupiais representam magnífico resultado de adequação adaptativa, que mostra, a partir de antepassados possivelmente arbóreos, espécies muito variadas, que lembram cães, toupeiras, lemurídeos, macacos, ursinhos, quatis e roedores, adaptadas para saltar, correr, cavar, entocar-se, subir em árvores e planar. A adequação aos diferentes habitats fez com que esses animais adotassem, por convergência adaptativa, características similares às dos mamíferos placentários que habitam regiões semelhantes em outros pontos do planeta.


Classificação. A ordem dos marsupiais divide-se em duas grandes subordens: a dos poliprotodontes (famílias dos didelfídeos, dasiurídeos, mirmecobídeos, notorictídeos, peramelídeos e cenolestídeos), com pelo menos três pares de dentes incisivos e freqüentemente carnívoros; e o dos diprotodontes (falangerídeos, fascolarctídeos ou vombates e macropodídeos), herbívoros, com dois pares ou só um. Exceto os didelfídeos e os cenolestídeos, todas as outras famílias se encontram na Austrália.
A família dos didelfídeos inclui os únicos marsupiais da fauna brasileira: gambás (sarigüês, cassacos ou mucuras, segundo a região), cuícas (chichicas, guaiquicas ou jupatis) e cuícas d"água. É da mesma família o gambá da América do Norte (opossum), que se finge de morto quando atacado. Os cenolestídeos, ou gambás-ratos, são pequenos marsupiais andinos.
Muito primitivos, os dasiurídeos abrangem animais insetívoros ou carnívoros (diabo-da-tasmânia). São mirmecobídeos os marsupiais-tamanduás, comedores de formiga; notorictídeos, os marsupiais-toupeiras; peramelídeos, os bandicoots, perameles narigudos. Entre os faramelídeos sobressaem os gambás australianos, sobretudo o coala, que lembra um pequeno urso de brinquedo e se distingue como um dos poucos mamíferos de regime alimentar estrito: só se alimenta das folhas de algumas espécies de eucalipto. O vombate, fascolarctídeo, comporta-se como roedor. Os cangurus, corredores e de patas especializadas, como os antílopes, são macropodídeos.


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